Ribas do Rio Pardo se consolida como polo econômico com avanço da celulose e novas culturas

Município se consolida como polo econômico com expansão florestal e aposta em novas culturas como citricultura e amendoim

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O avanço da indústria de celulose e das florestas plantadas tem consolidado Ribas do Rio Pardo como um dos principais polos econômicos de Mato Grosso do Sul. Ao mesmo tempo, o município vive um novo momento ao ampliar sua base produtiva com a introdução de culturas como citricultura e amendoim, marcando uma fase de diversificação no agronegócio local.

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Com mais de 460 mil hectares de florestas plantadas, Ribas lidera a expansão da silvicultura no Estado e reforça seu papel estratégico na cadeia produtiva da celulose, que hoje figura entre os principais motores da economia sul-mato-grossense.

O cenário foi apresentado pelo secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck, durante a abertura da ExpoRibas 2026, realizada nesta semana.

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Expansão florestal impulsiona economia

Nos últimos anos, Mato Grosso do Sul passou por uma transformação no uso do solo, com a substituição de áreas de pastagens de baixa produtividade por florestas plantadas, lavouras e cana-de-açúcar.

A área de cultivo de eucalipto no Estado saltou de 341 mil hectares em 2010 para cerca de 1,9 milhão de hectares na safra 2024/2025, crescimento superior a 500%. Atualmente, o Estado concentra uma das maiores áreas florestais do país e lidera a expansão nacional do setor.

Segundo Verruck, esse avanço é resultado de políticas públicas voltadas à atração de investimentos, desburocratização e segurança jurídica, aliadas a práticas sustentáveis de produção.

Indústria fortalece o “Vale da Celulose”

Ribas do Rio Pardo integra o chamado “Vale da Celulose”, corredor produtivo que inclui municípios como Três Lagoas, Água Clara, Brasilândia e Inocência.

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Na cidade está instalada a maior fábrica de celulose em linha única do mundo, fator que impulsiona o desenvolvimento regional e atrai novos investimentos.

Atualmente, o setor florestal está presente em mais de 18 municípios e gera cerca de 20 mil empregos diretos e 12 mil indiretos em Mato Grosso do Sul. A atividade também responde por aproximadamente 17,8% do PIB industrial do Estado.

Outro destaque é a produção de energia limpa, com geração superior a 780 megawatts, garantindo autossuficiência energética para o setor.

Diversificação ganha espaço no campo

Apesar da forte presença da celulose, o município começa a ampliar sua matriz produtiva. A introdução de novas culturas, como citros e amendoim, demonstra um movimento de diversificação econômica, aliado ao uso de tecnologias e práticas sustentáveis.

O Estado também tem investido em sistemas produtivos integrados, como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), que combina produção agrícola com preservação ambiental.

Atualmente, cerca de 38% do território sul-mato-grossense mantém vegetação nativa, evidenciando o equilíbrio entre produção e conservação.

Tecnologia e planejamento estratégico

Para garantir a gestão eficiente do setor, o Governo do Estado tem apostado em ferramentas digitais como o MS Agrodata, sistema que auxilia no monitoramento e regulação da produção florestal.

As ações fazem parte de estratégias de longo prazo, como o programa Profloresta, que busca ampliar a competitividade do setor, estimular a inovação e consolidar o Estado como referência nacional em desenvolvimento sustentável.

Além disso, Mato Grosso do Sul mantém a meta de se tornar carbono neutro até 2030, alinhando suas políticas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Desafios e perspectivas

Apesar do crescimento acelerado, desafios como logística, qualificação de mão de obra, inovação tecnológica e gestão hídrica seguem como prioridades para o avanço do setor.

Segundo Verruck, o diálogo constante com o setor produtivo é fundamental para garantir crescimento sustentável.

ExpoRibas reúne setor produtivo

A ExpoRibas 2026, que celebra os 82 anos de Ribas do Rio Pardo, reúne especialistas, gestores públicos e representantes do agronegócio para discutir o desenvolvimento regional.

Durante o evento, foi apresentado o Plano de Desenvolvimento do município e realizada a posse da nova diretoria do Sindicarv (Sindicato das Indústrias Produtoras de Carvão Vegetal de Mato Grosso do Sul).

A feira segue até o dia 21 com programação técnica e institucional, consolidando-se como espaço de debate sobre inovação, industrialização e crescimento econômico no Estado.

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