Campo Grande passou a sediar, a partir desta segunda-feira (23), a 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15). Promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU), o encontro coloca Mato Grosso do Sul no centro das discussões globais sobre biodiversidade, mudanças climáticas e preservação ambiental.
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Com o tema “Conectando a natureza para sustentar a vida”, a conferência reúne cerca de 2 mil participantes de 133 países, incluindo autoridades governamentais, cientistas, ambientalistas, povos indígenas e representantes da sociedade civil. O objetivo é fortalecer estratégias internacionais para proteger espécies migratórias e garantir a conservação dos habitats ao longo de suas rotas.
Pantanal ganha protagonismo internacional
Durante a abertura do evento, o governador Eduardo Riedel destacou o papel estratégico do Estado no debate ambiental, especialmente pela relevância do Pantanal.
Segundo ele, o bioma tem ganhado cada vez mais destaque nas agendas internacionais, sendo reconhecido como uma das áreas mais importantes para a biodiversidade global.
Riedel também ressaltou que Mato Grosso do Sul busca conciliar crescimento econômico com preservação ambiental, com políticas voltadas à neutralidade de carbono e à conservação dos ecossistemas.
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Brasil reforça compromisso ambiental
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, afirmou que a realização da COP15 no Brasil reforça o compromisso do país com a agenda ambiental e a cooperação internacional.
Ela destacou a necessidade de integrar políticas públicas, ciência e conhecimentos tradicionais para garantir a proteção das espécies migratórias e enfrentar os impactos das mudanças climáticas.
Dados apresentados durante o evento indicam que 49% das espécies migratórias estão em declínio populacional, enquanto 24% já enfrentam risco de extinção, cenário que aumenta a urgência de ações globais coordenadas.
Ameaças e desafios em debate
Ao longo da programação, os participantes discutem temas como destruição de habitats, mudanças climáticas, poluição, caça ilegal e impactos da expansão humana sobre áreas naturais.
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Também estão em análise propostas para inclusão de novas espécies no tratado internacional, ampliando a proteção da fauna em escala global.
A secretária-executiva da Convenção, Amy Fraenkel, destacou que a conservação depende diretamente da conexão entre habitats e da cooperação entre países.
Anúncios reforçam proteção ambiental
Durante a agenda da conferência, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a ampliação de áreas protegidas no país, incluindo o Parque Nacional do Pantanal Matogrossense e a Estação Ecológica do Taiamã, além da criação de uma nova reserva em Minas Gerais.
Ao todo, mais de 148 mil hectares passam a contar com proteção ambiental, fortalecendo a conservação da biodiversidade e dos recursos hídricos.
Mato Grosso do Sul avança em políticas climáticas
No evento, o Governo do Estado também apresentou o Anuário Estadual de Políticas Climáticas, que reúne dados e indicadores sobre ações ambientais.
O documento aponta Mato Grosso do Sul como o único estado brasileiro a cumprir todos os critérios de governança climática, com políticas estruturadas para enfrentar os impactos das mudanças climáticas.
Evento projeta o Estado no cenário global
A realização da COP15 em Campo Grande marca um momento histórico para Mato Grosso do Sul, que passa a integrar de forma mais ativa o debate internacional sobre meio ambiente.
Além de ampliar a visibilidade do Pantanal, o encontro reforça a importância da cooperação global para garantir a preservação da biodiversidade e o equilíbrio dos ecossistemas.
A conferência segue até o dia 29 de março, com uma agenda extensa de debates, negociações e definição de estratégias voltadas à proteção das espécies migratórias em todo o mundo.







