Diante do avanço acelerado da Chikungunya em Dourados, o Governo de Mato Grosso do Sul mobilizou uma força-tarefa emergencial envolvendo a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul e a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil para conter a disseminação da doença no município, que hoje concentra um dos maiores números de casos no Estado.
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A operação combina vacinação, visitas domiciliares, eliminação de criadouros do mosquito transmissor e mobilização comunitária nas regiões mais afetadas. Ao todo, estão previstas 43.530 doses de vacina como parte da estratégia de resposta rápida à situação epidemiológica.
Segundo a secretária-adjunta de Saúde, Crhistinne Maymone, a atuação integrada entre Estado, município e instituições parceiras é essencial para frear o avanço da doença.
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“A resposta precisa ser rápida, organizada e articulada. Estamos direcionando equipes técnicas e esforços para as áreas com maior incidência, priorizando ações imediatas de controle e prevenção”, destacou.
Mutirão amplia visitas domiciliares e mapeamento de áreas críticas
A força-tarefa inclui a implantação de salas de situação para monitoramento em tempo real, envio de equipes especializadas e a realização de mutirões ampliados em bairros prioritários.
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De acordo com o coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, Hugo Djan Leite, as equipes atuarão diretamente dentro das comunidades para identificar riscos e orientar moradores.
“O objetivo é percorrer residências, mapear pontos críticos e orientar a população sobre medidas preventivas. A atuação será contínua e estratégica nas áreas mais vulneráveis”, explicou.
A operação conta ainda com apoio da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, que reforça a capacidade operacional da Defesa Civil estadual com recursos técnicos e logísticos.
Água armazenada é foco central das ações de prevenção
Entre as principais frentes de combate está o controle da água parada — considerada um dos principais fatores de proliferação do mosquito transmissor da doença.
A superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Larissa Castilho, alertou para a importância dos cuidados dentro das próprias residências.
“O cuidado com caixas d’água e reservatórios é fundamental. Manter recipientes bem vedados e evitar acúmulo de água parada são medidas simples, mas decisivas no controle da doença”, reforçou.
As equipes também avaliam a possibilidade de distribuição de água tratada em regiões mais vulneráveis, além do tratamento direto de reservatórios já existentes.
Ações incluem limpeza, orientação comunitária e atuação em áreas indígenas
A operação prevê:
visitas domiciliares em áreas prioritárias;
eliminação de focos do mosquito;
limpeza de espaços públicos e residenciais;
articulação com lideranças comunitárias;
atuação reforçada em comunidades indígenas;
apoio técnico contínuo ao município.
Com o aumento expressivo de casos em Dourados, as autoridades de saúde reforçam que a participação da população é decisiva neste momento. A orientação é eliminar recipientes com água parada, manter reservatórios fechados e permitir a entrada das equipes de campo durante as visitas preventivas.
A expectativa é que a mobilização emergencial reduza rapidamente os índices de transmissão e evite o avanço da doença para outras regiões do Estado.








