A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (9), a segunda fase da Operação Lucro Espúrio, com foco no combate a fraudes em licitações, contratos administrativos e desvio de recursos públicos em Mato Grosso do Sul.
LEIA TAMBÉM: PF desarticula esquema de peculato e fraude em contrato da UFMS em Três Lagoas
A ação investiga irregularidades em contratos firmados com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), voltados ao fornecimento de refeições subsidiadas para estudantes em situação de vulnerabilidade.
Esquema simulava consumo de refeições
De acordo com as investigações, o grupo utilizava dados de alunos para simular a retirada de refeições que, na prática, não eram consumidas. Arquivos com carteirinhas de aproximadamente 150 estudantes teriam sido usados de forma indevida para registrar falsos atendimentos e justificar repasses financeiros.
>>>SIGA O NOSSO INSTAGRAM: @MANCHETEPOPULAR
O programa tem como objetivo garantir alimentação a universitários de baixa renda, incentivando a permanência nos estudos — benefício que, segundo a PF, teria sido fraudado para obtenção de lucro ilícito.
Mandados e bloqueio milionário
Nesta fase da operação, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares determinadas pela Justiça Federal.
Entre as decisões, está o bloqueio de cerca de R$ 6 milhões em bens móveis e imóveis pertencentes aos investigados e às empresas envolvidas. Também foram aplicadas restrições como proibição de contratar com o poder público e suspensão de contratos em vigor.
>>>SIGA O NOSSO CANAL DO WHATSAPP
As ordens foram expedidas pela Justiça Federal em Campo Grande.
Medidas alternativas à prisão
Apesar da gravidade dos crimes investigados, a Justiça determinou medidas cautelares diversas da prisão, como restrições de atuação e monitoramento dos envolvidos.
Investigação segue em andamento
A Polícia Federal continua analisando materiais apreendidos e não descarta novas fases da operação. O objetivo é aprofundar a apuração sobre a extensão do esquema e identificar todos os envolvidos.
O caso levanta alerta sobre a necessidade de fiscalização rigorosa em contratos públicos, especialmente aqueles voltados a programas sociais essenciais.







