Justiça barra pesquisa da Veritá, instituto que deu vitória de Contar em 22, mesmo após proibição por falta de documentos

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A nova decisão da Justiça Eleitoral suspendendo a divulgação de uma pesquisa do Instituto Veritá reacendeu o debate sobre os efeitos de levantamentos questionados ou manipulados no ambiente democrático e no processo eleitoral.

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Atendendo pedido do Partido Progressista, a Justiça proibiu a circulação do levantamento e apontou indícios de inconsistências técnicas e documentais capazes de comprometer a credibilidade do estudo. É a segunda vez, em poucas semanas, que o instituto é alvo de decisão semelhante — anteriormente, a suspensão ocorreu após ação do Agir.

Na decisão, o juiz Vitor Luis de Oliveira Guibo deferiu tutela de urgência e determinou a suspensão imediata da divulgação, vedando publicações, impulsionamentos e replicações do conteúdo, sob pena de multa diária de R$ 5 mil.

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Entre as irregularidades apontadas estão supostos vícios contábeis, ausência de informações obrigatórias, inconsistências no plano amostral com dados oficiais do IBGE, divergências entre o universo pesquisado e o questionário aplicado, além de questionamentos sobre a margem de erro informada.

Na decisão, o magistrado destacou o risco institucional provocado pela divulgação de pesquisas sob suspeita.

“A divulgação possui aptidão para influenciar o ambiente informacional do pleito, com efeitos potencialmente de difícil reversão”, registrou.

Efeito colateral sobre pesquisas sérias

O episódio reforça preocupação recorrente em anos eleitorais: quando pesquisas sem rigor técnico entram em circulação, o dano não se restringe ao pleito em curso — atinge a credibilidade de todo o setor.

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Institutos reconhecidos seguem regras de registro, metodologia auditável e parâmetros estatísticos fiscalizados pela Justiça Eleitoral. Quando levantamentos sob suspeita são divulgados e posteriormente barrados, criam-se narrativas de descrédito que acabam atingindo também pesquisas sérias.

Analistas avaliam que esse ambiente favorece a desinformação e enfraquece um dos instrumentos usados para aferir tendências eleitorais.

Histórico amplia questionamentos
O histórico do Instituto Veritá também ampliou a repercussão do caso. Em 2022, o instituto divulgou levantamento que apontava vitória do então candidato Capitão Contar na disputa pelo governo de Mato Grosso do Sul, cenário que não se confirmou nas urnas, com vitória de Eduardo Riedel.

Diante de nova suspensão judicial, o caso volta a expor o papel da fiscalização eleitoral e reacende o debate sobre responsabilização de levantamentos que possam comprometer a lisura do processo democrático.

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