O Governo de Mato Grosso do Sul iniciou nesta segunda-feira (18) uma nova etapa do projeto de segurança hídrica voltado às aldeias indígenas Jaguapiru e Bororó, em Dourados. Por meio da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos e da Secretaria de Estado de Saúde, foram lançados os primeiros editais de licitação para implantação do sistema de abastecimento de água nas comunidades indígenas.
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O projeto prevê investimento total de R$ 50 milhões e deve beneficiar cerca de 30 mil moradores com fornecimento de água tratada diretamente nas residências.
Licitações preveem perfuração de poços e rede de distribuição
Os editais publicados no Diário Oficial do Estado contemplam a perfuração de poços nas aldeias Jaguapiru e Bororó, além da implantação da rede de distribuição de água.
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Cada uma das licitações possui investimento estimado em R$ 4,49 milhões, com recursos provenientes do Ministério da Saúde por meio de repasses da Caixa Econômica Federal.
As propostas serão abertas no dia 3 de junho, e a execução das obras ficará sob responsabilidade da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog).
Além dos poços, o projeto inclui reservatórios, adutoras e toda a estrutura necessária para garantir abastecimento contínuo e regular às comunidades.
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Governo destaca impacto social e combate à desigualdade
O vice-governador José Carlos Barbosa afirmou que o projeto representa um avanço histórico para as comunidades indígenas da região.
“Levar água de qualidade às aldeias é reduzir desigualdades, promover cidadania e garantir dignidade às famílias indígenas”, declarou.
Segundo ele, o investimento integra uma série de ações estruturantes desenvolvidas pelo Estado em parceria com o Governo Federal, incluindo obras de habitação, infraestrutura e saneamento.
Projeto prevê atendimento até 2033
O projeto técnico foi elaborado integralmente pela Sanesul e foi planejado para acompanhar o crescimento populacional das aldeias até o ano de 2033.
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O secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara, destacou que a iniciativa vai além de uma obra de engenharia.
“É uma estrutura completa para garantir água de qualidade com regularidade e segurança. Estamos falando de dignidade e melhoria real na vida de milhares de famílias”, afirmou.
Estado mantém abastecimento emergencial nas aldeias
Enquanto o sistema definitivo não é concluído, o Governo do Estado segue realizando ações emergenciais para evitar desabastecimento nas aldeias.
Atualmente, equipes da Defesa Civil e da Sanesul realizam abastecimento com caminhões-pipa e distribuição de água diretamente nas residências que enfrentam interrupções no fornecimento.
Além disso, dois poços emergenciais já foram perfurados, um em cada aldeia, com instalação de reservatórios provisórios.
O diretor-presidente da Sanesul, Renato Marcílio, afirmou que a estatal participou diretamente da elaboração técnica do projeto.
“São investimentos fundamentais para garantir segurança hídrica às comunidades indígenas e melhorar a qualidade de vida na região”, destacou







