TRE confirma perda de mandato de Neno Razuk e João César Mattogrosso retorna à Assembleia

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O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul confirmou nesta quinta-feira (21) a perda do mandato do deputado estadual Roberto Razuk Filho, do PL. Com a retotalização dos votos das eleições de 2022, o empresário e atual diretor-presidente-adjunto do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul, João César Mattogrosso, do PSDB, reassume uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.

A sessão de retotalização foi conduzida pelo presidente do TRE-MS, desembargador Carlos Eduardo Contar. O procedimento sofreu atraso de cerca de 40 minutos devido a problemas técnicos relacionados à senha de acesso do sistema.

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Condenação levou à anulação dos votos

A decisão ocorre após a Justiça Eleitoral anular os votos do ex-deputado federal Loester Trutis e de Raquelle Lisboa Alves de Souza, ambos do PL, condenados pelo desvio de aproximadamente R$ 776 mil de recursos de campanha nas eleições de 2022.

A condenação foi mantida pelo Tribunal Superior Eleitoral e não cabe mais recurso.

Com a nova contagem dos votos, Neno Razuk perde automaticamente o mandato parlamentar.

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Deputado condenado perde imunidade parlamentar

Condenado a mais de 16 anos de prisão por crimes ligados à exploração do jogo do bicho, roubos e organização criminosa, Neno Razuk também perde a imunidade parlamentar com a decisão da Justiça Eleitoral.

A expectativa é de que o TRE-MS convoque oficialmente João César Mattogrosso para diplomação e posse nos próximos dias. A comunicação sobre a mudança também será encaminhada à Assembleia Legislativa.

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Terceiro bolsonarista perde mandato em quatro anos

Com a decisão, Neno Razuk se torna o terceiro parlamentar ligado ao campo bolsonarista a perder o mandato em Mato Grosso do Sul nos últimos quatro anos.

O ex-vereador Tiago Vargas teve os votos anulados após ser considerado inelegível, abrindo espaço para Pedro Pedrossian Neto assumir a vaga.

Já o vereador Rafael Tavares perdeu o mandato após decisão relacionada ao descumprimento da cota mínima de candidaturas femininas pelo partido pelo qual foi eleito.

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