27 mil pessoas que deixaram Mais Social após melhorar de vida

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Quando perdeu o emprego em uma lavanderia, Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, viu no programa Mais Social uma forma de garantir o sustento da família em um momento de dificuldade. Anos depois, a realidade mudou. Com emprego formal, renda estável e os filhos ingressando no mercado de trabalho, ele decidiu devolver o benefício para que outras pessoas em situação de vulnerabilidade pudessem ser atendidas.

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Morador do bairro Parati, em Campo Grande, Marcos está entre os 27,6 mil sul-mato-grossenses que deixaram de receber o auxílio desde 2023 após melhorarem suas condições financeiras.

Segundo ele, a decisão foi tomada em conjunto com a esposa. A família entendeu que já não precisava mais do suporte oferecido pelo programa e que o benefício poderia ajudar quem ainda enfrenta dificuldades.

Após perder o emprego, Marcos buscou alternativas para complementar a renda. Fez cursos profissionalizantes, trabalhou como barbeiro e também atuou como zelador. Atualmente, exerce a função de vigilante em uma entidade sindical rural. Com a esposa empregada e os dois filhos mais velhos inseridos no mercado de trabalho, a família conquistou maior estabilidade financeira.

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Programas incentivam trabalho e qualificação

O Governo de Mato Grosso do Sul tem ampliado políticas voltadas à geração de renda, qualificação profissional e incentivo à educação para beneficiários de programas sociais.

Entre as iniciativas está o Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, que oferece auxílio adicional para mães solo com filhos pequenos, permitindo que possam trabalhar enquanto as crianças permanecem em locais adequados de cuidado.

Outro incentivo é destinado às beneficiárias que retornam aos estudos por meio do ensino regular ou da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Além disso, estudantes de baixa renda podem contar com bolsas do programa MS Supera, voltado à formação técnica e universitária.

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Indicadores mostram redução da vulnerabilidade

Os reflexos dessas políticas aparecem nos indicadores sociais do Estado. Dados apontam que a extrema pobreza em Mato Grosso do Sul caiu significativamente nos últimos anos, colocando o Estado entre os menores índices do país.

Além disso, milhares de famílias deixaram a condição de insegurança alimentar e mais de 44 mil pessoas saíram da situação de pobreza nos últimos dois anos, segundo informações baseadas no Cadastro Único.

O cenário também é impulsionado pelo mercado de trabalho. Mato Grosso do Sul registrou uma das menores taxas de desemprego do Brasil, fortalecendo o acesso da população a oportunidades de emprego e renda.

Para o Governo do Estado, a combinação entre assistência social, educação e qualificação profissional tem sido fundamental para transformar benefícios temporários em oportunidades permanentes de crescimento e independência financeira.

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