Mato Grosso do Sul vem ampliando a estrutura de atendimento da saúde pública com aumento no número de leitos, cirurgias, exames e consultas por telemedicina. A estratégia também inclui a entrega de medicamentos diretamente nas casas dos pacientes e a preparação de novos hospitais e policlínicas em diferentes regiões do Estado.
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A proposta apresentada pelo Governo de Mato Grosso do Sul é fortalecer a regionalização da saúde e fazer com que mais serviços especializados estejam disponíveis fora de Campo Grande. A medida busca diminuir a necessidade de deslocamento de pacientes do interior e desafogar as unidades que concentram grande parte dos atendimentos.
Segundo os dados apresentados pela Secretaria Estadual de Saúde, o número de atendimentos por telemedicina e teleassistência passou de 21.709, em 2022, para 112.058 no ano passado. O crescimento permite que moradores de municípios mais distantes tenham acesso a determinadas especialidades sem precisar viajar para outros centros.
O governador Eduardo Riedel (Progressistas) afirma que a ampliação da rede depende da atuação conjunta entre Estado, municípios e instituições privadas.
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“Não se faz um projeto de saúde sem parcerias. Por isso, nosso trabalho conjunto com os municípios e a iniciativa privada.”
Mais cirurgias e leitos
Uma das principais frentes de expansão está na realização de procedimentos que aguardavam atendimento na rede pública.
O programa MS Saúde já contabiliza 43.564 cirurgias eletivas e de alta complexidade, além de 99.497 procedimentos e 55.888 exames diagnósticos.

Na área de ortopedia, o chamado Cinturão da Ortopedia reúne atualmente 21 hospitais. As unidades recebem incentivos estaduais para ampliar a quantidade de cirurgias realizadas. Os investimentos destinados ao programa chegam a quase R$ 200 milhões.
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A rede também registrou crescimento no número de leitos do SUS. Em 2022, eram 232 leitos. Atualmente, são 664, aumento de 186%.
A estratégia adotada pelo Estado também prevê vincular parte dos recursos destinados aos hospitais municipais à ampliação da capacidade de atendimento. Com isso, o financiamento passa a considerar não apenas a manutenção das unidades, mas também a quantidade de serviços oferecidos à população.
Telemedicina reduz necessidade de viagens
O avanço da telemedicina ganhou importância principalmente para municípios do interior, onde algumas especialidades médicas estão concentradas em cidades maiores.
Com consultas e atendimentos realizados de forma remota, parte dos pacientes pode receber avaliação especializada sem precisar percorrer longas distâncias.
De acordo com o secretário estadual de Saúde, Maurício Simões, alguns municípios já conseguiram reduzir filas de especialidades utilizando o modelo.
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A expansão é considerada estratégica em um Estado de grandes dimensões territoriais, no qual pacientes podem precisar viajar centenas de quilômetros para conseguir atendimento especializado.
Medicamentos entregues em casa
Outra mudança registrada na rede estadual é a ampliação da entrega domiciliar de medicamentos.
O serviço atendia 610 pacientes em 2022. Atualmente, são 17.863 pessoas beneficiadas. O programa disponibiliza mais de 130 medicamentos que podem ser encaminhados diretamente para a residência dos usuários cadastrados.
A medida reduz a necessidade de deslocamentos periódicos até unidades de saúde para retirada dos medicamentos e pode facilitar a continuidade de tratamentos de uso regular.

Estado amplia atuação na rede hospitalar
A estrutura hospitalar também passa por mudanças.
Segundo o Governo de Mato Grosso do Sul, o Estado, que anteriormente tinha apenas um hospital sob sua gestão, deverá chegar a cinco unidades administradas diretamente pelo poder público estadual.
A ampliação faz parte da estratégia de regionalização, que pretende distribuir melhor os serviços de saúde pelo território sul-mato-grossense.
Entre os projetos previstos estão novas policlínicas e a ampliação dos hospitais regionais de Dourados e Três Lagoas, que deverão receber mais 200 leitos.
Também está prevista a implantação do Hospital do Pantanal, em Corumbá, para reforçar o atendimento da população da região oeste.
Atenção Primária é próximo desafio
Além de ampliar hospitais e serviços especializados, a Secretaria de Saúde aponta a Atenção Primária como uma das prioridades para os próximos anos.
As unidades básicas são responsáveis pelo primeiro atendimento e pelo acompanhamento contínuo dos pacientes. A intenção é aumentar a capacidade dessas estruturas para resolver problemas de saúde ainda no município, evitando encaminhamentos desnecessários para hospitais e especialistas.
Segundo Maurício Simões, Mato Grosso do Sul possui atualmente a maior cobertura de Atenção Primária da região Centro-Oeste. O próximo desafio, segundo ele, é garantir maior qualidade e capacidade de resolução nas unidades dos diferentes municípios.
Vacinação e atendimento em áreas distantes
A vacinação também faz parte da estratégia estadual. O Governo afirma que Mato Grosso do Sul mantém posição de destaque nacional na cobertura vacinal.
Para ampliar o acesso, foram utilizados veículos itinerantes, conhecidos como “vacimóveis”, que levam as equipes de vacinação para diferentes bairros e municípios.
Em regiões de difícil acesso, como comunidades ribeirinhas, também são realizadas ações específicas para levar serviços de saúde diretamente à população.
Próxima etapa
A expansão da rede ocorre em diferentes frentes: mais cirurgias, novos leitos, telemedicina, entrega de medicamentos, vacinação itinerante e construção de novas estruturas.
A próxima etapa, segundo a gestão estadual, será consolidar a regionalização e aumentar a capacidade dos municípios de resolver os problemas de saúde mais próximos da população.
A intenção é fazer com que o paciente precise viajar menos, encontre mais serviços disponíveis em sua própria região e tenha acesso mais rápido a consultas, exames, cirurgias e tratamentos.
Em resumo, a aposta é ampliar a rede sem concentrar todo o atendimento na Capital, levando parte da estrutura especializada para o interior e fortalecendo o atendimento desde a unidade básica até os hospitais regionais.








