Riedel destaca queda nos roubos e aposta em inteligência para ampliar segurança em MS

Roubos caíram 15,9% em 2025 no Estado, enquanto Governo amplia policiamento, tecnologia e integração das forças; furtos e violência contra mulheres seguem entre os principais desafios.

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Riedel destaca queda nos roubos e aposta em inteligência para ampliar segurança em MS

A redução dos roubos e dos homicídios em Mato Grosso do Sul tem sido acompanhada pelo Governo do Estado como um dos principais indicadores da política de segurança pública. Sob a gestão do governador Eduardo Riedel (Progressistas), a estratégia combina policiamento ostensivo, inteligência, tecnologia, integração entre as forças e análise dos dados criminais.

Os números mostram uma queda importante nos crimes patrimoniais violentos. Em 2025, os roubos diminuíram 15,9%, passando de 3.130 para 2.631 registros. Também houve redução nos roubos ao comércio, nas vias urbanas, de veículos e em residências.

A violência letal também apresentou retração. Dados citados no material apontam 566 homicídios estimados em 2024, contra 602 no ano anterior, uma redução de 6%. A taxa ficou em aproximadamente 20 mortes por 100 mil habitantes, abaixo da média nacional de 23,4.

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Patrulhamento mais próximo da população

Para José Luiz Kreutz, empresário e presidente da Fundação de Rotarianos de Mato Grosso do Sul, a melhora na segurança também pode ser percebida no cotidiano.

Morador de Campo Grande e responsável por uma instituição localizada na Avenida Hiroshima, ele destaca o trabalho realizado pelo 11º Batalhão da Polícia Militar e afirma perceber uma evolução no patrulhamento da região.

A percepção da população é tratada pelo Governo como um complemento aos dados oficiais, especialmente para identificar problemas que podem não aparecer imediatamente nas estatísticas.

Furtos continuam sendo um desafio

Apesar da queda nos roubos, os furtos apresentaram uma redução bem mais discreta. Em 2025, foram registrados 32.739 casos, contra 33.265 no ano anterior — queda de apenas 1,6%.

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Esse cenário coloca os chamados crimes cotidianos entre os pontos que ainda exigem atenção.

Furtos de celulares, cabos, equipamentos, peças e objetos deixados em veículos ou residências possuem uma dinâmica diferente dos roubos e exigem investigação, monitoramento das áreas com maior incidência e combate à receptação.

Riedel defende que o enfrentamento deve atingir também os canais que movimentam produtos de origem criminosa, reduzindo o interesse econômico por esse tipo de crime.

Segurança baseada em dados

Uma das apostas do Estado é ampliar o uso de informações para definir onde e como os recursos de segurança devem ser empregados.

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A Sejusp passou a contar com um Observatório de Segurança Pública para analisar indicadores de forma quantitativa e qualitativa, reunindo dados oficiais, experiência dos policiais e percepção da sociedade.

A ideia é identificar regiões, horários e modalidades com maior incidência e direcionar as ações de prevenção e repressão de acordo com cada realidade.

Violência contra mulheres exige atenção específica

Os avanços nos indicadores gerais não significam que todos os tipos de violência apresentaram o mesmo comportamento.

A violência contra as mulheres continua sendo uma preocupação, especialmente diante dos índices de feminicídio registrados em Mato Grosso do Sul.

O enfrentamento desse problema exige ações específicas, como acompanhamento de medidas protetivas, atendimento especializado e integração entre segurança pública, saúde, assistência social, Ministério Público e Justiça.

O Plano Estadual de Segurança Pública estabeleceu como meta reduzir a taxa de feminicídios para 2,32 vítimas por 100 mil mulheres até 2030.

Metas projetam segurança até 2030

O planejamento estadual prevê metas de longo prazo para que a política de segurança não fique limitada a um único ciclo de governo.

Entre os objetivos estão reduzir a taxa de homicídios para 15,95 por 100 mil habitantes até 2030 e diminuir as mortes no trânsito para 8,9 por 100 mil habitantes.

O planejamento também contempla investimentos em inteligência, tecnologia, formação e valorização dos profissionais de segurança.

Em abril de 2026, a Sejusp instalou um comitê executivo para acompanhar projetos, identificar problemas e monitorar os resultados das instituições vinculadas à pasta.

Desafio é transformar números em segurança percebida

Para o Governo, o próximo passo é avaliar não apenas quantos crimes foram registrados, mas também a capacidade de resposta das forças de segurança.

Isso inclui medir o tempo de atendimento de uma ocorrência, a recuperação de veículos e objetos furtados, a identificação de suspeitos e a redução da reincidência criminal.

Na região de fronteira, a avaliação também passa pela capacidade de desarticular organizações criminosas, identificar lideranças, bloquear patrimônio e interromper redes de financiamento do crime.

Com a queda dos roubos e da violência letal, Mato Grosso do Sul chega ao próximo ciclo com avanços nos indicadores de segurança. Ao mesmo tempo, os dados mostram que ainda existem desafios, principalmente no combate aos furtos e à violência contra as mulheres.

A estratégia defendida pelo Governo é manter o investimento em policiais, tecnologia, inteligência e planejamento para que os resultados apareçam não apenas nas estatísticas, mas também na rotina de quem trabalha, circula e vive em Mato Grosso do Sul.

Fotos: Saul Schramm

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