O candidato ao Senado por Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PL), criticou o cenário econômico brasileiro durante um encontro político nesta semana e atribuiu ao atual Governo parte da responsabilidade pelas dificuldades enfrentadas por empresas e trabalhadores.
Segundo Azambuja, o aumento dos custos e o baixo crescimento da economia têm pressionado o setor produtivo e afetado principalmente o comércio e o varejo.
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Durante o discurso, o candidato citou as dificuldades enfrentadas pelas Casas Bahia como exemplo. De acordo com os números apresentados por ele, a empresa fechou 298 lojas no país e acumula prejuízos e dívidas bilionárias.
“Hoje, o que está acontecendo? Está tudo caro. A receita está baixa, a economia não cresce, está estagnada”, afirmou.
Fechamento de lojas também atinge MS
Em Mato Grosso do Sul, sete unidades das Casas Bahia foram fechadas, segundo informação atribuída ao Sindicato dos Empregados no Comércio de Campo Grande (SECCG).
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As unidades estavam localizadas em Dourados, Ponta Porã, Naviraí, Nova Andradina, Três Lagoas e Campo Grande. Conforme os dados apresentados, os encerramentos resultaram em cerca de 130 trabalhadores desempregados.
Azambuja também citou outras empresas do varejo que enfrentam dificuldades e afirmou que o cenário demonstra os impactos da atual situação econômica sobre quem produz e emprega.
Candidato critica aumento dos gastos
Durante o encontro, o candidato também classificou o Brasil como um país que estaria gastando acima da capacidade e criticou o aumento do custo de vida e do endividamento das famílias.
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Segundo dados do IBGE mencionados no discurso, a taxa de desemprego estava em 5,4% no segundo trimestre de 2026, enquanto o número de brasileiros desempregados chegava a 5,9 milhões.
Azambuja também afirmou que o crescimento econômico registrado no período não seria suficiente, na avaliação dele, para gerar empregos e renda em escala.
Paraguai entra no debate
A situação do comércio na fronteira também foi utilizada pelo candidato para ilustrar sua avaliação sobre a economia brasileira.
Azambuja destacou o movimento de consumidores brasileiros em direção ao Paraguai e afirmou que o país vizinho tem se beneficiado da procura por produtos e serviços.
“Enquanto empresas fecham as portas aqui, o outro lado está atraindo consumidores”, declarou.
Para o candidato, o cenário reforça a necessidade de discutir mudanças na política econômica e medidas voltadas ao fortalecimento do setor produtivo.
Proposta é mudar o rumo da economia
Ao final do encontro, Reinaldo Azambuja defendeu a eleição de um Senado que, segundo ele, tenha maior atuação nas discussões econômicas e na defesa do setor produtivo.
O candidato também declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República e afirmou que pretende defender mudanças na condução econômica caso seja eleito para o Senado.
“Precisamos de um presidente capaz de efetuar as mudanças de rumo necessárias e um Senado que coloque o Brasil para crescer de novo, que valorize quem produz e devolva dignidade às famílias”, afirmou.








