Campo Grande deve encerrar 2026 com crescimento de 2,5% no Produto Interno Bruto (PIB), superando as projeções para Mato Grosso do Sul (1,9%) e para o Brasil (2%), segundo o Boletim Econômico da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades). A Prefeitura atribui o desempenho a políticas de fortalecimento do ambiente de negócios, desburocratização e modernização dos serviços públicos.
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Desburocratização como estratégia
Entre as medidas recentes que a gestão municipal relaciona aos resultados projetados estão a Lei de Liberdade Econômica Municipal — que dispensou a exigência de alvará para 654 atividades econômicas de baixo risco — e a implantação do Alvará de Construção 100% digital, que eliminou etapas presenciais e passou a permitir a tramitação totalmente eletrônica do processo, incluindo o Termo de Responsabilidade e Ciência (TRC) assinado digitalmente.
A Prefeitura também criou o Ponto de Controle de Licenciamento Integrado (PCLI), coordenado pela Semades, com o objetivo de tornar mais ágil e integrada a análise de processos urbanísticos e ambientais entre diferentes órgãos municipais.
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Serviços puxam a economia e o emprego
Na estrutura econômica da capital, o setor de serviços é o principal responsável pelos resultados, respondendo por 82,4% do Valor Adicionado Bruto (VAB) do município e liderando a geração de empregos no primeiro semestre. A construção civil também teve desempenho positivo no período.
Os números do mercado de trabalho reforçam esse cenário: entre janeiro e junho, Campo Grande registrou saldo positivo de 3.541 empregos formais, elevando para 236.695 o total de vínculos com carteira assinada na cidade. O setor de serviços liderou a criação de vagas, com 2.088 novos postos, seguido pela construção civil, com 1.467.
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Mais empresas ativas
A base empresarial da capital também cresceu: em julho, Campo Grande somava 149.147 empresas ativas, um número 44,62% maior do que o registrado em 2020. Microempreendedores individuais (MEIs), microempresas (MEs) e empresas de pequeno porte (EPPs) respondem por 94,55% dos CNPJs ativos no município.
Exportações em alta
O boletim também aponta crescimento de 40,24% nas exportações da capital no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025. As vendas externas somaram US$ 462,47 milhões entre janeiro e junho, resultando em superávit comercial de US$ 252,23 milhões — o maior saldo para um primeiro semestre desde o início da série histórica, em 1997.
Avaliação da gestão
Para a prefeita Adriane Lopes, o conjunto de indicadores reflete uma política de gestão voltada a tornar o ambiente de negócios mais favorável, com reflexos na geração de empregos e na ampliação da base empresarial, ao mesmo tempo em que os processos municipais se tornam menos burocráticos.
O secretário municipal Ademar Silva Junior afirmou que a projeção de crescimento do PIB deve ser interpretada em conjunto com os demais indicadores — geração de empregos, expansão da base empresarial, desempenho do setor de serviços e resultados do comércio exterior —, e destacou que a competitividade da cidade também depende da capacidade do poder público de oferecer um ambiente adequado a quem produz e investe.
Os dados completos estão disponíveis na edição de julho do Boletim Econômico, no site da Semades.







