Projeto cria política nacional para garantir atenção integral a atletas de base

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Para ser considerado atleta de base, é necessário ter entre 6 e 21 anos - Foto: Depositphotos
Para ser considerado atleta de base, é necessário ter entre 6 e 21 anos - Foto: Depositphotos
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Atleta nada na piscina
Para ser considerado atleta de base, é necessário ter entre 6 e 21 anos

O Projeto de Lei 2734/26 cria a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde Física e Mental do Atleta de Base, com o objetivo de prevenir, diagnosticar, acompanhar, reabilitar e proteger a saúde de crianças, jovens e adolescentes que praticam esportes.

O texto de autoria do deputado licenciado Ribeiro Neto (MA) está em análise na Câmara.

Quem poderá participar
Para ser considerado atleta de base, é necessário ter entre 6 e 21 anos e praticar atividades esportivas escolares, comunitárias, sociais ou amadoras.

A política dará prioridade a atletas:

  • de famílias de baixa renda;
  • vinculados a projetos sociais esportivos;
  • matriculados na rede pública;
  • residentes em comunidades periféricas ou regiões de vulnerabilidade social; e
  • que tenham sofrido lesões decorrentes da prática esportiva.

“O esporte de base precisa ser tratado como política pública integrada, e não apenas como atividade recreativa”, afirmou Ribeiro Neto. “A proteção à saúde do jovem atleta é também proteção à educação, à saúde mental, à convivência comunitária e à prevenção da exclusão social”.

Objetivos
O projeto busca:

  • prevenir lesões decorrentes da prática esportiva;
  • promover avaliações médicas, físicas e psicológicas;
  • assegurar orientação sobre saúde, nutrição, bem-estar emocional e prevenção de lesões;
  • garantir acolhimento psicológico em casos de afastamento, pressão competitiva e ansiedade esportiva;
  • integrar saúde, educação, assistência social e esporte;
  • proteger crianças, adolescentes e jovens contra práticas abusivas, excesso de cobrança, negligência, assédio moral e violência psicológica;
  • reduzir desigualdades em relação à saúde preventiva entre atletas de base de baixa renda.

A política poderá ainda oferecer avaliações clínicas, cardiológicas, ortopédicas e fisioterapêuticas de forma preventiva. Também poderá realizar acompanhamento psicológico esportivo, orientação nutricional, reabilitação pós-lesão e encaminhamento para serviços do Sistema Único de Saúde (SUS).

Cooperação
A política poderá criar redes locais de atenção à saúde de atletas de base, com articulação entre:

  • unidades básicas de saúde;
  • centros médicos;
  • escolas públicas e privadas;
  • universidades;
  • instituições de ensino técnico;
  • entidades esportivas;
  • organizações da sociedade civil, e
  • projetos esportivos comunitários.

Próximos passos
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas Comissões do Esporte; de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o projeto precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Fonte: Câmara dos Deputados – Palácio do Congresso Nacional

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