Vorcaro sabia de investigação semanas antes de prisão, indica PF

0
© Banco Master/Divulgação
© Banco Master/Divulgação

Caso Master: o ex-banqueiro Daniel Vorcaro soube antes que seria alvo de uma operação e tentou antecipar o voo para sair do país. É o que mostra o relatório da Polícia Federal (PF) no inquérito da Compliance Zero, que teve o sigilo levantado nesta quinta-feira (11).

Pelo relatório é possível traçar a linha do tempo. Os registros começaram em outubro do ano passado – isso tudo anotado no bloco de notas do celular de Vorcaro.

Tinha, ali, o nome de policiais federais que se reuniram com o Banco Central (BC) e perguntas sobre o juiz federal Ricardo Soares Leite, que era o responsável por medidas contra ele.

▶️ Ouça mais: Caso Dark Horse: documentos mostram Flávio Bolsonaro como investigado

E aí, um dia antes da operação, no dia 17 de novembro, Vorcaro recebe mensagens do advogado. Isso logo cedo, pouco depois das 7h. Uma hora e meia depois, ele avisa que estava agendando o voo saindo do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

Fica em contato, nesse meio tempo, com Belline Santana e Paulo Sérgio Neves de Souza, dois servidores do Banco Central. Se reúne com Ailton Aquino, diretor do BC. E, à noite, é preso em Guarulhos quando ia embarcar para os Emirados Árabes. Alvo na operação Compliance Zero.

A conclusão da Polícia Federal é a de que havia “indícios veementes” de que Vorcaro soube de maneira antecipada não apenas que haveria uma investigação criminal em curso, mas também a vara, o nome do juiz e membros da equipe de investigação.

Sigilo do processo é retirado

A queda do sigilo ocorre a quatro dias da sessão extraordinária no Supremo Tribunal Federal (STF) que vai discutir a situação do ministro Alexandre de Moraes. Trata-se de relatório da PF que André Mendonça liberou e que mostra mais de 50 mensagens recebidas por Moraes, enviadas por Daniel Vorcaro.

Os ministros também vão discutir a conduta nos inquéritos, essa questão de troca de relatórios como a que houve na semana passada: liminares de um ministro contra o outro num “comando conflitante”, como afirmou o próprio presidente da Corte, Edson Fachin.

Nessa quinta-feira, Fachin passou o dia reunido com ministros em conversas individuais. A sessão na próxima terça-feira deverá será aberta, pelo menos por enquanto.

Termina prazo para diretor da PF

Nesta sexta-feira termina o prazo para Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, dar explicações. O prazo de 48 horas foi aberto por Edson Fachin depois de Andrei ter sido tirado e reintegrado no comando da PF por decisões primeiro de André Mendonça e, depois, de Flávio Dino.

Fonte: Radioagência Nacional – EBC

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui