Empresários DF participam de curso sobre armazenamento de energia no Sebraelab

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Foto: Focus Produção de Imagem
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Armazenar energia tem se tornado tão importante quanto gerá-la. Nos últimos anos, o tema ganhou ainda mais peso estratégico com o avanço das fontes renováveis, o aumento da imprevisibilidade climática e a necessidade crescente de flexibilizar o sistema elétrico, cenário que levou empresas, investidores e instituições públicas a enxergar no armazenamento uma peça-chave para garantir a confiabilidade da matriz energética e impulsionar novos modelos de consumo.

Atento a esse movimento global, o Sebrae no Distrito Federal promoveu, na última quinta-feira, 10 de setembro, um curso sobre armazenamento de energia voltado a donos de micro e pequenas empresas do setor no DF. Realizada no Sebraelab, no Parque Tecnológico de Brasília, a capacitação foi desenvolvida em parceria com a Solfácil , empresa criada em 2018, que nasceu como a primeira fintech brasileira dedicada exclusivamente à energia fotovoltaica e, desde então, ampliou a atuação para cobrir todas as etapas do setor, conectando parceiros integradores – os profissionais responsáveis pela instalação dos painéis – a clientes finais dos segmentos residencial, comercial, industrial e rural interessados em reduzir custos com eletricidade por meio da energia limpa.

A analista da Gerência de Negócios em Rede e gestora do projeto de energia solar do Sebrae no Distrito Federal, Milena Sabino, foi responsável por articular, junto à empresa, a realização do curso no Sebraelab.

Segundo ela, o armazenamento de energia vem se tornando um tema fundamental e uma estratégia cada vez mais relevante para o setor elétrico, especialmente diante do crescimento da geração distribuída. As soluções de armazenamento permitem gerenciar melhor a energia gerada, armazenando-a nos períodos de maior produção para utilização posterior, inclusive durante a noite ou em momentos de baixa geração solar. Além disso, as baterias podem contribuir para aumentar a flexibilidade, a confiabilidade e a segurança do sistema elétrico, além de apoiar o gerenciamento dos efeitos da elevada inserção de geração distribuída na rede.

Foto: Focus Produção de Imagem
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Milena pontuou que as inovações em baterias dominam os debates nos principais eventos do setor, como feiras recentes realizadas na China e a Intersolar, em São Paulo. “É um assunto que está se tornando cada vez mais evidente na cadeia da energia, e por isso estabelecemos essa parceria com a Sol Fácil, uma parceira relevante, para que os integradores do DF pudessem vivenciar uma experiência prática sobre esse tema. Assim, eles poderão dispor dessa tecnologia para atender desde casas até pequenos e grandes empreendimentos, utilizando baterias recarregáveis para armazenar energia elétrica e liberá-la em momentos estratégicos”, explicou.

A head de marketing da Solfácil, Marcellye Miranda, reforçou a importância da parceria firmada com o Sebrae no DF. Segundo ela, a instituição possui uma base ampla de integradores, o que proporciona uma grande oportunidade para uma transmissão de conhecimento que visa formar profissionais qualificados e potencializar as empresas locais diante dos avanços do setor elétrico. “É construindo parcerias como essas que realmente é possível ampliar a formação de profissionais e empresas, fortalecendo o nosso ecossistema como um todo. A colaboração entre instituições e o setor privado é fundamental para garantir que as inovações e as melhores práticas cheguem a todos os cantos, permitindo que micro e pequenas empresas se adaptem e prosperem em um mercado em constante evolução”, destacou Marcellye.

Marcellye detalhou ainda a estrutura que a Solfácil dispõe para apoiar os integradores em todo o país. A empresa conta com uma robusta estrutura logística, que inclui Centros de Distribuição em Jundiaí (SP), Tubarão (SC) e Recife(PE), além de uma nova unidade que será inaugurada em breve em Aparecida de Goiânia. Além disso, para contornar o alto custo de investimento inicial para empresários do setor comercial, industrial e agropecuário, a Sol Fácil estruturou modelos de financiamento acessíveis e uma linha de armazenamento por assinatura, com pagamentos mensais.

As atividades foram conduzidas por representantes do corpo técnico da Solfácil, que dividiram a programação em blocos complementares. O primeiro bloco ficou a cargo do coordenador comercial Rodrigo Matos, que apresentou dados sobre o contexto da Geração Distribuída (GD) e do armazenamento de energia no país.

Foto: Focus Produção de Imagem
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Na sequência, o especialista em armazenamento André Bermucci conduziu uma atividade voltada à prática comercial. Ele trouxe dicas para montar propostas alinhadas às necessidades de cada cliente, discutiu os perfis de consumidores que mais se beneficiam do uso de baterias para armazenamento e apresentou argumentos que podem ser usados em uma venda, além de abordar aspectos como a tarifa horária e as estratégias de mitigação do chamado “Fio B”, a parcela da tarifa de energia elétrica que remunera a distribuidora pelos custos de operação, manutenção e expansão da rede de distribuição local, como postes, fios e transformadores.

Para encerrar a programação, os participantes acompanharam as instruções do engenheiro elétrico Jefferson William, que utilizou um sistema móvel desenvolvido pela própria Solfácil para demonstrar, na prática, como realizar as conexões necessárias ao armazenamento de energia.

Em meio ao público presente ao Sebraelab, estava o advogado especialista em direito de energia, mestre em direito ambiental e consultor do Sistema Sebrae, Aloísio Neto. Ele salientou a importância da atividade, destacando a rápida ascensão do armazenamento de energia no mundo e fez uma projeção otimista para os próximos anos.

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“Os números apresentados até o momento deixam claro que o armazenamento de energia é um negócio irreversível. Acredito que o crescimento que tivemos no setor solar ao longo de 10 anos e na mobilidade elétrica em sete anos será alcançado em apenas três anos no segmento de baterias para armazenamento. Hoje, não encontramos mais estandes que oferecem apenas painéis solares; agora, é comum ver a combinação desses painéis com sistemas de bateria”, afirmou.

Foto: Focus Produção de Imagem
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Aloísio acrescentou ainda que, no Distrito Federal, a tecnologia se mostra viável devido à facilidade logística de instalação em espaços reduzidos, atendendo desde clínicas e restaurantes até repartições públicas e condomínios. Ele complementou sua reflexão ao lembrar que o primeiro leilão de baterias de grande porte está marcado para os dias 2 e 4 de dezembro e será organizado pelo Ministério de Minas e Energia, contando com cerca de 2 mil projetos apresentados. Segundo ele, esse número serve como uma prova da consolidação irreversível desse mercado no país.

Outro participante da atividade foi Dário Canela, fundador da 2D Energia, que classificou o armazenamento como essencial para garantir a estabilidade dos consumidores diante das oscilações da rede elétrica. Ele contou que recentemente criou uma nova empresa focada exclusivamente em baterias, chamada BESS Company, para aproveitar as oportunidades do mercado e que atualmente a venda de baterias tem sido motivada pela necessidade de resolver problemas urgentes, o que ele chama de venda na dor.

Nesse contexto, ele citou como exemplo o caso de um produtor rural de Planaltina, que conseguiu evitar uma nova perda de vacinas ao usar uma bateria que assumiu o trabalho de fornecimento durante uma falha na rede elétrica. Dário também lembrou que casas de alto padrão com automação avançada necessitam do sistema e assim reforçou que o armazenamento de energia oferece a segurança necessária para manter os sistemas funcionando mesmo na ausência de eletricidade da concessionária.

Por fim, Dário elogiou a postura pioneira do Sebrae no DF de promover a capacitação em parceria com a Solfácil. “A realização desse treinamento deixa claro que o Sebrae está mais uma vez pensando à frente. Muitas empresas estão focadas apenas em vender painéis e sequer pensam na comercialização da bateria. O Sebrae está apresentando ao mercado a nova realidade e, com isso, nós, empresários, podemos sair à frente, aproveitando as oportunidades que surgem com a transição energética. Essa visão inovadora é essencial para que possamos nos adaptar e prosperar em um setor que está em rápida evolução”, concluiu o empresário.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

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