Após anos trabalhando com a produção de alfaces, Adão e Creuza decidiram investir no ramo de pitayas e se tornaram os pioneiros no cultivo da fruta na região de Bonito. Com dificuldades para manter a horta do sítio, os produtores encontraram na fruticultura uma nova fonte de renda e, com o apoio da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) em Horticultura do Senar/MS, aumentaram o faturamento e melhoraram os sistemas de produção e se tornaram referência na região.
“Nós estávamos bem perdidos sem orientação e aí veio o Senar/MS pra cá e ajudou a gente a se movimentar para melhor”, conta Adão.
Esta é a história do Transformando Vidas de hoje. Confira:
Há algumas décadas, seu Adão e Creuza se mudaram para o campo e transformaram a Chácara Nossa Senhora Aparecida em lar e empreendimento. Durante muitos anos, a família investiu no cultivo de frutas, hortaliças e principalmente na produção de alfaces, mas com o tempo, os produtores começaram a ter alguns prejuízos e dificuldades para manter a horta. Até que, em uma viagem, uma fruta desconhecida para a família chamou a atenção de dona Creuza e mudou completamente os rumos da família.
“Eu vi vendendo na rua e falei pro meu genro: ‘Passa ali que eu quero ver aquela fruta, quero ver o que é’. Quando chegou lá eu experimentei, gostei e levei para a chácara”, conta.
Seu Adão, que também não conhecia a pitaya, viu uma oportunidade de iniciar o cultivo da fruta no sítio e conquistar novos clientes na cidade. No começo, nem ele nem a esposa sabiam como plantar as frutas e buscaram informações na internet, mas tiveram dificuldades e até pensaram em desistir.
“Era uma por uma no regador e eu até pensei em desistir uma época, mas falei: ‘não, não vou desistir’. Foi muito difícil no começo”, conta.
Em uma visita ao sítio vizinho, seu Adão descobriu o atendimento do Senar/MS e buscou o apoio da instituição para sua propriedade. Com a orientação técnica da ATeG em Horticultura, o produtor implementou novas técnicas de plantio na horta e, aos poucos, o pomar de pitayas finalmente começou a prosperar.
“Eu vi um carro diferente e fui me informar para saber como funcionava a assistência e foi aí que veio o Senar/MS e ajudou a gente. A estrutura melhorou muito, antes os postes eram de madeira e caíam às vezes, aí colocamos de cimento e deu certo. Também comecei a plantar no lugar certo”, destaca.
Família unida na produção

Além das mudanças na estrutura do sítio, os produtores também adotaram técnicas diferentes de adubação e métodos de gotejamento para irrigar a plantação. Dona Creuza destaca que o atendimento da técnica de campo, Luana Arruda, foi fundamental para que eles passassem a planejar desde o plantio até a colheita das frutas. “A gente não sabia o que passar nas plantas e quais eram os produtos certos. Eu fico muito feliz, embalo tudo para guardar e o pessoal vem aqui pegar as polpas.”
Orgulhosa da conquista dos pais, uma das filhas dos produtores, Adriane de Lima, conta que no começo tinha receio de não conseguirem vender as frutas, mas após o atendimento do Senar/MS eles conseguiram melhorar a produção e até começaram a ser procurados por outros trabalhadores rurais da região.
“No começo eu achei loucura e pensava: ‘quem vai querer comprar essa fruta? É muito cara’. Aí o meu pai mandava vídeos no grupo da família com o carrinho cheio de pitaya e todo orgulhoso. É uma honra saber que deu certo. Nós tivemos um dia de campo e foi bem legal, teve bastante gente da cidade”.
A outra filha do casal, Tatiane de Lima, destaca que, além das pitayas, a família também aprendeu a como cultivar de forma mais eficiente outras frutas e hortaliças do sítio.
“Quando nós comprávamos as frutas, a gente precisava ir lá e colocar o pólen de uma na outra; através da consultoria do Senar/MS nós vimos que tinham algumas frutas que não precisavam e fomos trocando.”
A técnica de campo Luana explica que as adaptações foram feitas para evitar perdas e aumentar a produtividade do pomar. “O seu Adão é uma pessoa muito receptiva e a gente foi estudando as técnicas de adubações, irrigações e o tipo de poda.”
Agora, os próximos passos são continuar melhorando a plantação e, aos poucos, implementar outras técnicas para ampliar a colheita. “Ele tinha muita perda por conta de queimadura de sol, pragas e doenças, e entramos com defensivos. O planejamento do próximo ciclo é fazer iluminação artificial para ter duas safras de pitaya ao ano e é algo a que ele super aderiu”, conta Luana.
Hoje, a fruta que começou como uma curiosidade da dona Creuza mudou os rumos da família e deu uma nova chance aos produtores, que agora colhem os frutos dos pés de pitaya que um dia foram apenas um sonho. Para seu Adão, que começou com poucos recursos e agora é referência na região, o atendimento do Senar/MS chegou no momento em que eles mais precisavam para sair do prejuízo e finalmente prosperar com as frutas. “É muita gratidão poder ajudar eles e por tudo que fizeram pela gente”, finaliza.
Assessoria de Comunicação do Sistema Famasul – Ana Carla Souza* e Adelino Vargas
*Estagiária sob supervisão de Michael Franco
Fonte: Senar MS





