O Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), realizou buscas em dez locais durante a segunda fase da Operação Dirty Pix, que investiga suspeitas de desvio de dinheiro público em Sidrolândia. Durante a ação, foram apreendidos celulares de pessoas que ocupam ou ocuparam cargos políticos e funções na administração municipal.
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Entre os alvos das medidas estão a vice-prefeita Cristina Fiúza, vereadores, ex-vereadores e secretários municipais. As buscas foram autorizadas pela Justiça para recolher documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que possam contribuir com as investigações.
A decisão também permite a extração técnica dos dados dos celulares apreendidos e a análise de aplicativos de mensagens, como WhatsApp e Telegram. O material poderá ser utilizado como prova no procedimento investigatório e em eventual ação penal.
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Investigação aponta suspeitas de repasses a políticos
Segundo os argumentos apresentados pelo Gecoc à Justiça, a investigação identificou transferências financeiras feitas pelas empresas Farma Medical e Pharbox a vereadores do município. Para os investigadores, os repasses levantam suspeitas de corrupção passiva.
O Ministério Público também apontou indícios de que terceiros teriam sido utilizados para ocultar a origem e o destino de parte dos recursos. Entre as pessoas mencionadas estão Júlia Carla Nascimento, Adriele Nogueira Trelha e Júlio César Alves da Silva. Essa movimentação é investigada sob a hipótese de lavagem de dinheiro.
Os documentos analisados pelo órgão também indicariam pagamentos próximos ao período em que foram destinados R$ 5,4 milhões ao hospital de Sidrolândia. A apuração busca esclarecer se existe relação entre os recursos públicos, os contratos firmados e as transferências financeiras suspeitas.
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Políticos e integrantes da Prefeitura estão entre os alvos
A lista de pessoas e empresas citadas nas medidas de busca inclui:
- Cristina dos Santos Fiúza, vice-prefeita;
- Cledinaldo Marcelino Cotócio, vereador;
- Izaqueu de Souza Diniz, vereador;
- Cleyton Martins Teixeira, ex-vereador;
- Elieu da Silva Vaz, ex-vereador;
- José Ademir Gabardo, ex-vereador;
- Enelvo Iradi Felini Júnior, secretário municipal;
- Adriele Nogueira Trelha, servidora pública;
- Farma Medical Distribuidora de Medicamentos e Correlatos Ltda.
De acordo com os elementos apresentados pelo Gecoc, os registros financeiros também mencionam pagamentos atribuídos a políticos por meio de transferências diretas ou realizadas por terceiros. As suspeitas ainda dependem do aprofundamento das investigações e da análise das provas.
MP aponta permanência de investigados em cargos públicos
Ao solicitar as medidas judiciais, o Gecoc argumentou que, apesar dos avanços obtidos desde as primeiras diligências, pessoas apontadas como possíveis beneficiárias dos recursos continuariam ocupando cargos eletivos ou funções estratégicas na administração municipal.
O órgão destacou que alguns ex-vereadores passaram a exercer funções no Executivo de Sidrolândia. Entre os exemplos citados estão Cleyton Martins Teixeira, na Secretaria de Agricultura, e José Ademir Gabardo, que atua como assessor especializado. Cristina Fiúza ocupa a vice-prefeitura, enquanto Enelvo Iradi Júnior exerce o cargo de secretário municipal de Governo.
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Para o Ministério Público, a permanência dessas pessoas em posições de influência merece atenção diante das suspeitas investigadas. O argumento foi apresentado no pedido que fundamentou as medidas de busca e apreensão.
Investigação continua
A segunda fase da Operação Dirty Pix busca reunir novos elementos sobre a possível destinação irregular de recursos públicos vinculados à saúde e esclarecer a participação de cada pessoa investigada.
A apreensão dos celulares permitirá aos investigadores examinar comunicações e arquivos que possam ter relação com os fatos apurados. As suspeitas ainda estão sob investigação, e a inclusão de nomes entre os alvos de medidas judiciais não representa, por si só, comprovação de culpa.







