Terminar a refeição e sentir um pedacinho de comida preso entre os dentes é uma situação comum. Quando não há fio dental por perto, surge a dúvida: posso usar um palito de dente para resolver o problema?
A resposta é não. Apesar de parecer uma solução rápida e inofensiva, o palito não é indicado para a limpeza e pode causar danos à saúde bucal.
Qual é o problema de usar o palito?
Objetos que não foram feitos para essa função podem ferir a gengiva e empurrar a sujeira ainda mais para dentro do vão. O mesmo vale para qualquer recurso caseiro.
De acordo com o consultor de Odontologia do Programa Sorrindo no Campo, Adilton Junior, nenhum deles é recomendado.
“Palito de dente, sacolinha plástica, linha de costura ou qualquer outro objeto pode ser prejudicial e causar uma inflamação e até mesmo uma infecção”, alerta.
Ele explica o que acontece quando o costume se torna frequente. “Quando o objeto machuca a gengiva, ela pode ficar vermelha, inchada e sangrar com facilidade. Se o hábito se repete, o espaço entre os dentes passa a acumular ainda mais resíduos, ocasionando mau hálito, dor e um problema que poderia ser evitado”, detalha.
E se o fio dental não estiver à mão?
A escova não alcança bem todos os espaços entre os dentes. É o fio dental que complementa a higiene, removendo restos de comida e placa bacteriana dessas áreas.
Na falta dele, a orientação do consultor é simples. “Um bochecho é mais recomendado. Se ainda sentir a necessidade de maior limpeza, aguarde o momento em que possa passar o fio dental e escovar os dentes”, aconselha.
Adilton também indica a frequência ideal de uso do fio dental e os sinais que pedem a avaliação de um profissional.
“O ideal é usá-lo pelo menos uma vez ao dia, de preferência à noite, antes de dormir, para que não fiquem resquícios de alimento durante o sono. Se a gengiva sangra com frequência, se há dor, inchaço ou aquele incômodo não passa mesmo depois da higienização, é hora de procurar um dentista para avaliar o que está acontecendo”, completa.
Senar/MS no cuidado de quem produz
Para quem vive e trabalha no meio rural, cuidar da saúde também significa ter acesso à informação, à prevenção e ao acompanhamento adequado. É nesse contexto que atua o Programa Sorrindo no Campo, do Senar/MS.
A iniciativa leva saúde bucal gratuita à população rural, com orientação e cuidados voltados à prevenção. O “consultório sobre rodas” é um caminhão equipado para procedimentos de rotina, exames e até cirurgias, e permanece por cerca de seis dias no município, de segunda a sábado.
Entre os serviços estão aplicação de flúor, extrações, remoção de tártaro, restaurações e procedimentos de urgência de natureza simples, além de atividades educativas e práticas de escovação, com o acompanhamento de profissionais.
Desde 2023, o Sorrindo no Campo já atendeu mais de 12,7 mil pessoas em 70 cidades de Mato Grosso do Sul, o equivalente a 88,6% dos municípios do Estado.
A ação é uma realização do Sistema Famasul, com apoio de Sindicatos Rurais e Prefeituras Municipais. Para saber mais e conferir a programação local, o produtor pode procurar o sindicato da sua cidade.
Assessoria de Imprensa do Sistema Famasul: Larissa Adami
Foto: Reprodução.
Fonte: Senar MS








