O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, deu 24 horas para a Meta entregar um relatório técnico sobre o funcionamento do canal “Exército do Lula”, no WhatsApp. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (22), a três dias do segundo turno, marcado para domingo.
O pedido partiu da campanha de Flávio Bolsonaro (PL). Os advogados do candidato afirmam que há indícios de que as plataformas da empresa não cumprem o plano apresentado ao tribunal para garantir a integridade das eleições. A Meta chegou a informar à campanha que não encontrou irregularidades, mas, segundo a defesa, não explicou os critérios usados nem o período analisado.
A ação coordenada
Com a decisão, a empresa terá de examinar o canal a fundo para verificar comportamentos coordenados entre contas e canais, interação do público, origem dos conteúdos e se houve impulsionamento pago. O Google e o X também precisarão informar se identificaram ações coordenadas de hashtags.
O canal
O canal “Exército do Lula” foi criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), para apoiar a reeleição do presidente Lula (PT). Nas últimas semanas, o canal saiu do ar e foi reativado mais de uma vez, em decisões divergentes dentro do próprio TSE. Uma análise anterior da equipe técnica do tribunal não encontrou conteúdo falso nas publicações examinadas, mas ressalvou que mensagens antigas tinham sido apagadas ou editadas.
Mais cedo, Kassio Nunes Marques determinou o arquivamento do processo que tratava do registro do canal. Além disso, o TSE aprovou uma resolução que obriga as campanhas a registrar os canais que mantêm, assim como sites e perfis dos candidatos.
* Com informações da Agência Brasil
Fonte: Radioagência Nacional – EBC








