O Sebrae-SP apresentou, na quinta-feira (29), o Plano de Intervenção do Ecossistema Local de Inovação (ELI) de Ribeirão Preto, durante evento realizado na Faculdade Metropolitana, que sediou o encerramento dessa etapa do projeto. Construído com a participação de mais de 50 representantes de instituições, o documento reúne 18 objetivos, 52 resultados-chave e 62 ações planejadas para fortalecer a inovação no município.

O plano está organizado em seis eixos estratégicos: governança, agronegócio, biotecnologia, economia criativa, fármacos e saúde. As propostas contemplam ações de curto, médio e longo prazo, com responsabilidades e indicadores para avaliar os resultados. A iniciativa reuniu universidades, centros de pesquisa, parques tecnológicos, empresas, poder público e entidades de apoio ao empreendedorismo.
O gerente regional do Sebrae-SP em Ribeirão Preto, Paulo Arruda, destacou a importância da construção coletiva do plano e da integração entre as instituições.
“Esse plano de ação é resultado da participação de mais de 50 representantes de instituições. A integração fortalece o ecossistema de inovação de Ribeirão Preto e amplia nossas oportunidades de participação em editais e captação de recursos. Agora, começamos uma nova etapa, que é colocar as propostas em prática, acompanhar os indicadores e buscar resultados concretos para a cidade”, afirmou.
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Diagnóstico e planejamento
A construção do Plano de Intervenção teve como ponto de partida um diagnóstico de maturidade do ecossistema, apresentado durante o encontro por Fábio Zoppi, da Intentos Ventures.
A avaliação considerou seis dimensões: ambientes de inovação, programas e ações, instituições de ciência, tecnologia e inovação, políticas públicas, capital e governança.
Ribeirão Preto obteve 18,7 pontos em uma escala de 30, resultado que classificou o ecossistema no estágio de maturidade “em desenvolvimento”. O levantamento identificou potencialidades e desafios que orientaram a definição das prioridades do plano.
O gestor de Inovação do Sebrae-SP Edgard Neto destacou que o diagnóstico foi fundamental para identificar os pontos fortes e os desafios do ecossistema local.
“Ribeirão Preto já conta com ambientes de inovação consolidados e um grande potencial de desenvolvimento. O diagnóstico nos permitiu olhar para essa estrutura de forma mais ampla e identificar os pontos em que ainda precisamos avançar, especialmente em financiamento, governança e políticas públicas. Com esse levantamento, conseguimos direcionar nossos esforços e construir um plano de ação que responda às necessidades do ecossistema e contribua para o fortalecimento da inovação no município”, afirmou.
Governança e próximas ações
Uma das prioridades do Plano de Intervenção é estruturar a governança do ecossistema, com a definição de responsabilidades, prazos e indicadores para acompanhar a execução das propostas.
Entre as medidas apresentadas estão a criação de um regimento interno, a organização de comitês temáticos e a definição de três iniciativas prioritárias para execução nos primeiros 90 dias.
Também foram apresentadas propostas para instituir um Conselho Municipal de Inovação e criar um fundo municipal destinado ao financiamento de iniciativas do setor. As medidas ainda dependerão de articulação institucional e dos procedimentos legais necessários.
A primeira reunião da nova etapa está prevista para 2 de dezembro, às 14h, em formato online, quando os participantes deverão discutir a estruturação da governança e a organização das atividades previstas no plano.
Saúde e desenvolvimento tecnológico
A saúde foi destacada como uma das principais potencialidades de Ribeirão Preto, pela presença de universidades, centros de pesquisa, empresas de equipamentos médicos, startups e instituições voltadas ao desenvolvimento tecnológico.
As propostas para o setor incluem ampliar a articulação entre empresas e instituições científicas, identificar demandas do mercado e capacitar pesquisadores para transformar conhecimentos e tecnologias em novos negócios.
As ações buscam fortalecer a presença de Ribeirão Preto no setor de inovação em saúde, ampliar a visibilidade das pesquisas desenvolvidas no município e atrair investimentos que favoreçam a geração de empregos e renda.
Construção coletiva
O trabalho teve início em junho, com o lançamento do ELI Ribeirão Preto no SUPERA Parque. Em julho, ocorreu a abertura das atividades no Escritório Regional do Sebrae-SP, seguida de cinco workshops realizados entre julho e setembro. Os encontros tiveram como sede o Escritório Regional do Sebrae-SP, o SUPERA Parque, a Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (Acirp), a Estácio Ribeirão Preto e a Agência USP de Inovação.
Durante as atividades, os participantes identificaram desafios, avaliaram as potencialidades do ecossistema e definiram prioridades para o desenvolvimento da inovação no município. Essa etapa foi concluída em 29 de outubro, com a apresentação do Plano de Intervenção na Faculdade Metropolitana.
A coordenadora pedagógica da Faculdade Metropolitana, professora doutora Fernanda Esteca, destacou a importância da participação das instituições de ensino superior em iniciativas voltadas à inovação e ao empreendedorismo.
“Para nós, é uma satisfação receber esse encontro e fazer parte da construção do ELI Ribeirão Preto. A participação nesse projeto proporciona uma troca de conhecimentos muito importante, que contribui para o desenvolvimento da nossa instituição e para a formação dos nossos alunos. A inovação também acontece por meio dessas conexões, aproximando a academia dos demais setores que integram o ecossistema”, destacou.
Com a apresentação do documento, o projeto avança para a implementação das ações propostas. O plano deverá orientar o trabalho conjunto das instituições participantes, com indicadores para acompanhar os resultados e ajustes conforme as necessidades identificadas ao longo de sua execução.
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Fonte: Agência Sebrae de Notícias








