Brasil vai apresentar projeto de transição energética na COP31

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© Ricardo Stuckert/PR
© Ricardo Stuckert/PR

Durante reunião do Conselho Nacional de Política Energética, nesta sexta-feira (6), o presidente Lula falou das contribuições que o Brasil pretende levar às negociações climáticas globais durante a COP31, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas.

No evento, que começa em 9 de novembro na cidade turca de Antália, Lula passará o comando da conferência à Turquia e à Austrália e defenderá o legado da COP30, que aconteceu há um ano, no Brasil.

Segundo o presidente Lula, um dos destaques será apresentar a redução das emissões brasileiras de gases do efeito estufa, no período de 2022 a 2024, além de reafirmar o projeto que ficou conhecido como “mapa do caminho” para substituição dos combustíveis fósseis.

“Vamos chegar em Antália orgulhosamente mostrando a redução das emissões brasileiras. Conseguimos reduzir 560 milhões de toneladas. Vamos chegar com a proposta escrita do Mapa do Caminho para provar que é possível a gente sonhar com o afastamento de combustível fóssil. Nós vamos chegar com o menor desmatamento de toda a história desse país”.

Na reunião do Conselho, presidido pelo Ministério de Minas e Energia, foram assinadas cinco resoluções para impulsionar a transição energética no Brasil.

Entre elas, a aprovação do Plano Nacional de Transição Energética e a criação do Grupo de Trabalho de Eletromobilidade, para acompanhar a expansão dos veículos elétricos em território nacional.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, explicou que essas ações, destinadas a orientar a transformação energética no país, também serão levadas para o debate com outras nações.

“Essa resolução estabeleceu diretrizes para a elaboração do Mapa do Caminho para uma transição justa, inclusiva, planejada, com vistas à redução gradativa, equilibrada da dependência dos combustíveis fósseis no país. É esse o recado que o Brasil manda pro mundo, demonstrando a importância de avançarmos com a descarbonização, principalmente daquela que mais emite, que é a mobilidade urbana”.

Outro assunto abordado pelo presidente Lula na agenda foi a economia nacional. Lula voltou a afirmar que tem compromisso com a responsabilidade das contas públicas e que não permitirá o sacrifício dos mais pobres.

“Alguém pode falar que esse governo não tem responsabilidade fiscal. Nós pegamos esse governo com déficit de 2,8% e nós estamos entregando um orçamento agora com superávit. Ah, não é o que o sistema financeiro quer. Porque ele quer é tudo. Não, é o que a gente pode fazer. A única coisa que ele tem que saber é que o pobre não pagará a conta”.

Na avaliação do presidente, as perspectivas para transformar o Brasil em um país desenvolvido, nos próximos quatro anos, são “extraordinárias”, especialmente nas áreas de energia renovável e minerais críticos e estratégicos, que podem atrair investimentos produtivos.

Fonte: Radioagência Nacional – EBC

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