Com mão de obra de presos do regime semiaberto, 13 ª escola é entregue em MS

Com a conclusão desta obra, já são mais de R$ 3 milhões de recursos dos presos investidos na reforma geral de escolas

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A Escola Estadual Joelina de Almeida Xavier, localizada no bairro Jardim Guanabara, em Campo Grande, foi a 13ª instituição de ensino reformada pelo programa “Revitalizando a Educação com Liberdade.

 

A entrega técnica foi realizada na manhã desta terça-feira (5).

 

Com a conclusão desta obra, já são mais de R$ 3 milhões de recursos dos presos investidos na reforma geral de escolas.

 

Além disso, em oito anos, os cofres públicos economizaram mais de R$ 11 milhões. Os valores são resultantes do trabalho realizado por reeducandos do regime semiaberto de Campo Grande.

 

Todo preso desconta 10% de seu salário que vai para um caixa que posteriormente é convertido em material de construção para as escolas

 

No total, nesta escola foram investidos R$ 680 mil para o custeio de todo o material necessário para a reforma hidráulica e elétrica do prédio, pintura completa, instalação de nova cobertura metálica, construção de uma biblioteca, de um local apropriado para armazenar alimentos, reforma de banheiros, jardinagem etc.

 

O trabalho é realizado em parceria com a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen-MS), Conselho da Comunidade e a Secretaria de Educação do Estado de MS (SED), entre outros parceiros, que oferecem formação profissional e até mais estrutura, como bibliotecas e ar condicionado.

 

A entrega técnica que contou com a presença do reeducando, autoridades e alunos, foi conduzida pela própria diretora da instituição de ensino, Rose Helena Padoa Barbosa, a entrega técnica começou com a apresentação do projeto “Aurora”.

 

Na ocasião, o idealizador do projeto “Revitalizando a Educação com Liberdade” e titular da 2ª Vara de Execução Penal de Campo Grande, juiz Albino Coimbra Neto, falou sobre a junção da questão de equipe para desenvolvimento da obra.

 

“Tem uma frase que gosto muito que diz ‘poder é a aptidão humana de agir em conjunto’. E aqui, tudo o que foi feito, foi a partir da conjunção de várias pessoas que fazem da educação e da questão prisional, duas das maiores mazelas atuais, uma prioridade para melhorar a situação do nosso país. Essas duas mazelas se juntam aqui, a partir de pessoas, para uma resolver o problema da outra”, contemplou o magistrado.