As lideranças esportivas de Dourados se reuniram na noite desta sexta-feira (30) para analisar a grave situação administrativa da Liga Esportiva Douradense de Amadores – LEDA, que atravessa um período conturbado há anos. O encontro contou com dirigentes de equipes, profissionais da imprensa, empresários, representantes sindicais e do agronegócio, todos convidados com o objetivo de construir encaminhamentos capazes de promover uma reviravolta na entidade histórica e lendária do esporte local.
Um dos pontos centrais do debate foi o reconhecimento do desleixo coletivo em relação à LEDA, destacando que a entidade não pode — nem deve — ser administrada apenas pelo presidente, mas sim com participação ativa de todos os seus filiados.
Durante a assembleia, por unanimidade, foi rejeitada a eleição realizada no início deste mês, e deliberada a criação de uma comissão formada por três integrantes — dois advogados e um presidente de equipe. Também foi sugerido que o novo presidente seja escolhido, preferencialmente, entre os dirigentes de equipes filiadas com direito a voto, proposta que gerou questionamentos, já que muitos dos problemas enfrentados pela LEDA foram agravados pelo silêncio e pela falta de cobrança por parte desses mesmos dirigentes, especialmente quanto à cobranças por exemplo de prestação de contas e à ausência de melhorias estruturais e administrativas.
Ficou definida a realização de uma nova eleição no dia 6 de março, às 19h, na sede da Leda. Até lá, o presidente interino Eurides Castilho Martins, o Tubaína, permanece à frente da entidade. Entre os nomes ventilados para comandar a nova gestão estão o empresário do agro José Zanon, o Rato, ex-presidente do Santo Antônio da Picadinha, ou seu filho Alexandre Zanon.
Fundada em 1952, quando a região ainda era um campo aberto e quase desabitado, a LEDA chega a um momento decisivo: os presentes reconheceram erros do passado e defenderam que a próxima gestão seja austera, responsável e comprometida em fortalecer a entidade para o futuro.







