A saúde pública de Campo Grande, MS, enfrenta uma crise sem precedentes, marcada por superlotação hospitalar, escassez de insumos e serviços sobrecarregados.
Recentemente, médicos da Santa Casa registraram boletim de ocorrência denunciando a instituição por calamidade, destacando que aproximadamente 70 pacientes correm risco iminente de morte ou sequelas graves devido à falta de materiais e condições adequadas de atendimento. A superlotação é crítica, especialmente nos setores de urgência, emergência e ortopedia, levando ao fechamento temporário da ortopedia e comprometendo procedimentos cirúrgicos. A secretária de Saúde, Rosana Leite, informou que medidas estão sendo tomadas, incluindo a transferência de pacientes para outras unidades e negociações para aumento no repasse financeiro à Santa Casa, com previsão de aporte adicional de R$ 1 milhão por mês.
Além disso, a Santa Casa emitiu um ofício solicitando não receber mais pacientes devido à superlotação. O pronto-socorro, com capacidade para 13 pacientes, está abrigando 80, resultando em pacientes nos corredores e até no saguão. O diretor técnico, William Lemos, descreve a situação como caótica, atribuindo-a ao desabastecimento e dificuldades financeiras. A Secretaria Municipal de Saúde reconhece a sobrecarga e orienta a população a buscar atendimento nas Unidades de Saúde da Família para casos leves, deixando as UPAs para emergências mais graves.
A crise também sobrecarrega as UPAs, com pacientes aguardando horas por atendimento e transferência para hospitais. Na UPA Coronel Antonino, por exemplo, mais de 20 pacientes em estado grave aguardam vaga hospitalar, com macas nos corredores e longas esperas. A chegada do outono e o aumento de vírus respiratórios agravam ainda mais a situação.
O Ministério Público Estadual instaurou investigações sobre a demora no atendimento, falta de médicos e medicamentos na rede pública de saúde, visando apurar irregularidades e melhorar a prestação de serviços à população.
A crise na saúde de Campo Grande é multifacetada, envolvendo desafios financeiros, estruturais e de gestão. A população enfrenta dificuldades no acesso a atendimentos médicos, com longas esperas e, muitas vezes, a necessidade de buscar soluções judiciais para garantir direitos básicos à saúde.
Pesquisa
Uma pesquisa recente do Instituto Ranking Brasil Inteligência, encomendada pela Rede de Rádios Top FM, revela a insatisfação da população de Campo Grande com o sistema público de saúde. Entre os 1.000 entrevistados, 70% desaprovam os serviços de saúde pública, enquanto apenas 27% aprovam.
A avaliação geral da saúde pública é predominantemente negativa: 46% dos participantes consideram-na ruim ou péssima, 29,5% a classificam como regular e 20,3% a veem como boa ou ótima. Além disso, 93,3% dos entrevistados utilizam o Sistema Único de Saúde (SUS), com 70,5% tendo utilizado os serviços recentemente.
A demora no atendimento é uma preocupação significativa: 38% dos usuários aguardam cerca de quatro horas para serem atendidos, e 62,8% esperam mais de quatro horas. Quanto às unidades de saúde, 42% dos entrevistados as avaliam como ruins ou péssimas, enquanto 29%
Principais problemas identificados incluem:
- Contratação de mais médicos – 28%
- Melhorar o atendimento – 20%
- Comprar mais remédios – 16%
- Cadê o hospital municipal? – 14%
- Combater a corrupção – 8,40%
- Superlotação das UPAs – 7%
- Melhores equipamentos – 6,50%
- Mais médicos especialistas – 5%
- Trocar a prefeita – 4,50%
Além disso, 62,3% dos entrevistados responsabilizam a Prefeitura Municipal pela situação da saúde pública, enquanto 20,6% apontam o Governo Federal e 10,4% o Governo do Estado como responsáveis.
Esses dados destacam a necessidade urgente de melhorias no sistema de saúde de Campo Grande, visando atender às expectativas e necessidades da população.










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