Conselho Tutelar entra na mira do MP após morte de Emanuelly em Campo Grande

Órgão investiga se falhas no atendimento das denúncias contribuíram para o assassinato da criança de 6 anos em Campo Grande.

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O assassinato da pequena Emanuelly Victória Souza Moura, de apenas 6 anos, em Campo Grande, ganhou um novo desdobramento. O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) instaurou um procedimento para investigar a atuação do Conselho Tutelar Sul no acompanhamento do caso.

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O objetivo da apuração é verificar se houve omissão no cumprimento das atribuições legais do órgão e, em caso positivo, se essa falha pode ter contribuído para o desfecho trágico. O MPMS informou que o procedimento tramita em caráter sigiloso, mas garantiu que todas as providências cabíveis serão adotadas após a conclusão das investigações.

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Linha do tempo de denúncias contra a família

Levantamentos apontam que Emanuelly foi alvo de três denúncias registradas ao Conselho Tutelar somente em 2025:

  • Janeiro: a conselheira Tatiane recebeu denúncia de vulnerabilidade social e agressão. O caso foi encaminhado ao Serviço de Assistência Social (SAS) e à 33ª Promotoria de Justiça.

  • Março: a conselheira Daniela recebeu denúncia de maus-tratos e vulnerabilidade social. Ela foi até a residência da família, mas afirmou não ter constatado irregularidades e arquivou o caso.

  • Maio: a conselheira Gislaine recebeu denúncia de que a mãe da criança teria quebrado o braço de Emanuelly e feito ameaças de morte. A visita ocorreu com apoio da Polícia Militar, porém a menina não foi encaminhada para a Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) nem para o Ministério Público.

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Apuração em andamento

O MPMS agora busca esclarecer se as medidas tomadas foram suficientes e se a falta de encaminhamentos adequados poderia ter evitado a tragédia. O caso mobiliza autoridades, sociedade civil e reforça a discussão sobre a importância da atuação efetiva dos órgãos de proteção à infância.

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