O advogado de defesa do PM reformado José Roberto de Souza deve apresentar o laudo psiquiátrico em breve e inseri-lo nos autos do processo. A ideia da defesa é estabelecer um critério de qual era a situação dele no dia do crime, que resultou na morte do empresário José Caetano de Carvalho, no dia 13 de fevereiro no Procon-MS, em Campo Grande.
Conforme apresentado pelo advogado José Roberto da Rosa, o acusado estava reformado há um tempo justamente por conta do problema psiquiátrico grave e aguarda a definição dos laudos para apresentar um resultado atualizado.
“Existe de fato um problema de ordem psiquiátrica trazido para nós pela família. Essa documentação toda está indo aos poucos aos autos, até porque eu tive a cautela de fazer com que os médicos psiquiatras avaliassem a situação atual dele porque ele já está reformado há algum tempo para que eu possa estabelecer um critério de qual era a situação psiquiátrica dele no dia do crime”, disse a defesa.
A tendência que a nova documentação seja finalizada e apresentada nessa semana. O advogado salientou que José Roberto está realizando um acompanhamento psiquiátrico e teve episódios de situação suicidas ao longo desse período.
“Até porque eu sei que quando ele foi reformado ele tinha de fato um problema psiquiátrico grave, mas eu gostaria de trazer pros altos algo que fosse atualizado. Então nesse momento essa documentação está sendo providenciada, ele está fazendo acompanhamento psiquiátrico e deve vir aos autos um laudo preliminar nessa semana ainda”, finalizou.
O advogado reforça que é necessário ouvir as testemunhas que estiveram nas audiências de conciliação para entender até que ponto essas possíveis ofensas teriam se tornado um gatilho para o cometimento do crime de homicídio contra José Caetano.
O policial reformado está preso preventivamente e a defesa não trabalha, neste momento, com a sua liberação e aguarda uma movimentação do juiz nesse sentido.
Morte
Conforme divulgado pela Polícia Civil, José Roberto de Souza não teria ficado satisfeito com a venda de um produto ou serviço feito por Antônio Caetano, avaliado em R$ 630. Os dois estavam no Procon-MS para fazer a conciliação.
Segundo o delegado Willian Rodrigues de Oliveira Junior, o suspeito ”perdeu a cabeça” e atirou contra o empresário.
Ainda segundo Oliveira Junior, a morte foi presenciada por pelo menos três funcionários do órgão estadual. Ele detalha que foram três tiros disparados, sendo que dois acetaram a cabeça do empresário, que morreu no local.
Fonte: Top Mídia News