Brenda Possidonio de Oliveira, de 25 anos, foi mais uma vítima de feminicídio em Campo Grande, quando ela morreu com uma facada no pescoço, desferida pelo seu ‘companheiro’ Lyennan Camargo de Mattos, de 25 anos, no dia 30 de junho. Mas sua trajetória em vida tem um ponto bastante especial.
Como a reportagem contou em outra oportunidade e para o leitor que não se lembra, Brenda não poderia ter filhos – ou seja, ela não poderia engravidar. Mas, bastante apegada com crianças, ela gostaria de ter um filho e decidiu adotar uma criança quando ainda morava em São Paulo.
Residindo poucos meses em Campo Grande, ela veio com a criança, um menino, de 7 anos – que por pouco não salvou sua mãe adotiva. A criação continuará sendo da família de Brenda, pois o garoto seguirá com sua avó, conforme soube a reportagem.
Mas o que pouca gente conhece é que a criança antes de ser adotado definitivamente pela jovem, perdeu seu pai de forma trágica, quando foi acometido pela covid-19, doença que devastou várias famílias em todo o país e no mundo. Dessa forma, ele foi para os braços de sua nova família: a de Brenda.
No entanto, parece que alguém não estava feliz com a situação: Lyennan, apontado e acusado como o feminicida que tirou a vida do jovem e a mãe do garoto.
A criança, inclusive, como citado anteriormente, por pouco não conseguiu salvar sua mãe. Pois ele teria chamado por socorro, corrido atrás do suspeito quando houve o ferimento ocasionado por uma faca, mas infelizmente, todo o esforço dele, de vizinhos e do Corpo de Bombeiros, não conseguiram trazer de volta Brenda.
Como disse a delegada Analu Lacerda Ferraz, a criança questionava a vizinha com um sonoro grito de “consegui salvar minha mãe?”. Porém, antes disso, ele deu outro grito bem alto para Lyennan ao dizer com todas as forças “você matou a minha mãe”.
A mãe que virou uma benção e um anjo na vida da criança, se tornou uma estrela que acompanhará o crescimento do menino.
Fonte: Top Mídia News