Estado aposta em diálogo institucional para acelerar desenvolvimento e ampliar impacto social

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Enquanto Mato Grosso do Sul vive um ciclo de investimentos recordes e expansão econômica, representantes do Governo do Estado, Ministério Público e instituições parceiras reforçaram, nesta semana, que o crescimento só se sustenta quando é acompanhado de cooperação, transparência e participação social. Essas diretrizes nortearam os debates do encontro “A implementação de direitos em defesa da sociedade”, realizado nos dias 27 e 28 de novembro, no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo.

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O evento reuniu o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), a ASMMP, a ESMP e autoridades estaduais, entre elas o governador Eduardo Riedel, que participou do encerramento nesta quinta-feira (28). O objetivo foi discutir saúde, segurança pública, direitos sociais, desenvolvimento econômico e os desafios estruturais do Estado.

Ambiente de confiança impulsiona investimentos

Durante sua fala, o governador Eduardo Riedel destacou que o atual cenário de expansão no Estado — que registrou crescimento de 13,4% do PIB em 2023 — é resultado direto da maturidade entre os Poderes e da ausência de conflitos institucionais.

Segundo ele, o diálogo entre Executivo, Legislativo, Judiciário e Ministério Público cria segurança jurídica e atrai capital. “A confiança construída ao longo do tempo é o que permite entregar resultados. Crescimento gera oportunidades, e nosso desafio é fazer com que elas cheguem a quem mais precisa”, afirmou.

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Riedel defendeu maior engajamento social e citou casos nacionais nos quais a participação da população acelerou soluções antes restritas ao Estado. Ele também apontou a necessidade de rever processos em áreas estratégicas, como a saúde. “Não é trocar pessoas, é trocar modelos. Precisamos agir de forma mais eficiente para transformar a realidade de quem necessita.”

O governador ainda ressaltou que MS é hoje o Estado que mais investe proporcionalmente no país — 15% da receita corrente, cerca de R$ 4 bilhões — e afirmou que os projetos de concessões e PPPs mostram a confiança de investidores. “O ambiente aqui não é de risco, é de longo prazo”, disse.

MPMS destaca evolução das ações estruturais

O procurador-geral de Justiça, Romão Ávila Milhan Junior, ressaltou que o Ministério Público tem intensificado sua atuação estrutural nos últimos anos, sempre em parceria com organismos técnicos e Poderes constituídos.

Ele lembrou que este modelo começou a ganhar força há cerca de um ano e meio e citou avanços em áreas como contratações públicas, meio ambiente e segurança — com fortalecimento do CIRA e do GACEP.

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Na área ambiental, destacou o trabalho conjunto para estruturar o Plano Básico Ambiental da Arauco, como exemplo de articulação institucional eficiente. Ele afirmou que, ao atuar nessas frentes, “o Ministério Público cumpre sua missão constitucional de proteger o regime democrático e os direitos fundamentais”.

Sebrae reforça importância dos pequenos negócios

O diretor-superintendente do Sebrae/MS, Cláudio Mendonça, enfatizou que o desenvolvimento regional depende da inclusão produtiva e da participação dos pequenos empreendedores nas compras públicas. Ele explicou que o Sebrae trabalha ao lado do MPMS e de prefeituras para garantir que micro e pequenas empresas estejam preparadas para competir de forma equilibrada.

Mendonça citou ainda projetos voltados à inclusão de mulheres em situação de vulnerabilidade e o avanço do programa Cidade Empreendedora, que já levou planos de desenvolvimento a 36 municípios. “Quando o dinheiro circula dentro da própria cidade, o desenvolvimento se consolida”, afirmou.

Saneamento como política de transformação

Convidado do evento, o diretor-presidente da Águas Guariroba, Gabriel Buim, destacou que o saneamento básico é uma das políticas públicas mais transformadoras e que seus impactos ultrapassam a saúde pública.

Ele lembrou que Campo Grande elevou a cobertura de esgoto de 20% para 85% entre 2003 e 2023, reduzindo em 90% as internações por doenças relacionadas ao saneamento inadequado. Buim também citou estudos que mostram reflexos positivos no peso de recém-nascidos e na redução de vulnerabilidades sociais.

“Saneamento é infraestrutura de dignidade. Ele melhora a educação, a produtividade e até reduz riscos de violência doméstica”, concluiu.