Uma força-tarefa do Ministério Público de Mato Grosso do Sul foi às ruas na manhã desta terça-feira (10) para aprofundar o combate a esquemas de corrupção e desvio de recursos públicos envolvendo servidores e empresas ligadas às prefeituras de Rio Negro e Corguinho. A ação integra a Operação Águas Turvas, conduzida pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e pelo GECOC (Grupo Especial de Combate à Corrupção).
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A operação cumpre mandados de busca e apreensão em diferentes municípios, com autorização do Núcleo de Garantias da 1ª Circunscrição do Poder Judiciário, sob responsabilidade da juíza May Melke Penteado Amaral Siravegna. Os alvos incluem repartições públicas, residências e endereços ligados a empresas suspeitas de participação no esquema.
De acordo com o Ministério Público, a investigação apura a atuação de uma organização criminosa especializada em fraudar licitações e desviar dinheiro público, utilizando contratos administrativos para beneficiar empresas previamente escolhidas. O valor total do prejuízo aos cofres públicos ainda não foi divulgado.
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A ofensiva em Rio Negro e Corguinho é desdobramento de investigações realizadas em outros municípios sul-mato-grossenses. Nos últimos meses, operações semelhantes já atingiram prefeituras de Campo Grande, Sidrolândia, Amambai, Água Clara, Rochedo, Bonito, Corumbá, Itaporã, Aquidauana, Terenos e Selvíria, entre outras cidades.
Segundo os promotores, a estratégia é ampliar o cerco contra esquemas regionais de corrupção, que operariam de forma articulada entre diferentes municípios, repetindo o mesmo modus operandi em contratos públicos.
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As investigações seguem em andamento, e novas fases da operação não estão descartadas. O Ministério Público reforçou que os trabalhos buscam responsabilizar os envolvidos e recuperar recursos desviados, garantindo maior transparência e proteção ao dinheiro público.







