Naviraí, Amambai, Campo Grande e Dourados vão ganhar, em breve, um novo ponto de encontro para sonhos, talentos e histórias que ainda estão por ser contadas. O Governo de Mato Grosso do Sul lançou, quinta-feira (12), as licitações para a construção de quatro unidades do CEU da Cultura — espaços pensados para transformar realidades por meio da arte, da educação e da convivência comunitária.
Criado pelo Ministério da Cultura dentro do Programa Territórios da Cultura, o CEU da Cultura nasce com um propósito claro: ampliar o acesso da população, especialmente em regiões de maior vulnerabilidade social, a equipamentos culturais modernos, inclusivos e vivos. Na prática, é um centro cultural multifuncional que reúne, em um único lugar, biblioteca, sala de oficinas, incubadora cultural, estúdio para produção de podcasts e vídeos, pátio coberto para apresentações, além de ambientes administrativos e de apoio.
Mais do que concreto e paredes, o “Céu da Cultura” carrega simbolismo. O nome remete à ideia de abrir horizontes, de dar visibilidade à produção cultural local e criar oportunidades onde antes havia escassez. É um espaço modular, adaptável, construído para respeitar a identidade de cada território e estimular a participação da própria comunidade na definição de seus usos.
Para o governador Eduardo Riedel, investir em cultura é investir em futuro. “Quando levamos um equipamento como esse para bairros e regiões estratégicas, estamos criando oportunidades. O CEU da Cultura é um espaço de formação, de descoberta de talentos e de fortalecimento da identidade local. É uma política pública que gera pertencimento e transforma vidas”, afirma.
As concorrências eletrônicas nº 009, 010, 011 e 012/2026 serão realizadas no dia 9 de março de 2026, com julgamento pelo critério de menor preço e execução por empreitada a preço unitário. Os editais serão abertos nos seguintes horários: Naviraí, às 8h30; Amambai, às 9h30; Campo Grande, às 10h30; e Dourados, às 14h, por meio da plataforma oficial de licitações do Estado e da Agesul.
Os investimentos somam mais de R$ 8 milhões. Em Naviraí, a obra está estimada em R$ 2.021.518,15; em Amambai, R$ 2.032.202,61; em Campo Grande e Dourados, R$ 2.043.169,94 em cada município.
O secretário de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara, destaca que os projetos foram pensados para unir qualidade técnica e impacto social. “Estamos falando de estruturas modernas, com cerca de 373 metros quadrados de área construída, que vão oferecer biblioteca, estúdio de gravação, espaço para oficinas e apresentações. É um investimento que fortalece a cidadania e cria oportunidades, principalmente para crianças e jovens”, pontua.
Em Amambai, o CEU será construído na área central, na Rua Ary Nunes da Silva, esquina com a Rua da República. Em Campo Grande, o espaço ficará no Jardim Paulo Coelho Machado, na Rua Catiguá, em um terreno de 18 mil metros quadrados. Dourados receberá o equipamento no bairro Cabeceira Alegre, na Rua Marcelino Pires com a Rua Cabral. Já em Naviraí, a unidade será implantada na Avenida Caarapó, esquina com a Rua Nóbrega. Todas as obras têm prazo estimado de 240 dias.
O gerente de Projetos e Orçamentos da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), Adanilto Faustino de Souza Junior, explica que o cronograma está estruturado para garantir agilidade na execução. “Assim que a licitação for homologada e for emitida a ordem de início de serviço, daremos início às obras. A expectativa é iniciar as obras ainda no final do primeiro semestre de 2026 nas quatro cidades. É um projeto muito aguardado pelos municípios e estamos trabalhando para que ele se torne realidade dentro do prazo previsto”, afirmou.
Com a implantação das unidades, os municípios passam a contar com um equipamento público estruturado para incentivar a leitura, a formação cultural, a produção de conteúdo digital e a realização de apresentações artísticas. O espaço também será voltado à convivência comunitária, oferecendo oportunidades para crianças, jovens e famílias participarem de atividades culturais e educativas no próprio território.
Luciana Bomfim, Comunicação Seilog
Fotos: Agesul







