Grupo Sobrevento volta a Campo Grande no Campão Cultural com espetáculo sobre os anseios dos jovens

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Grupo Sobrevento volta a Campo Grande no Campão Cultural com espetáculo sobre os anseios dos jovens

A terceira edição do Campão Cultural trouxe ao teatro Glauce Rocha, dentro do Circuito Universidades, na tarde desta quinta-feira (03), o espetáculo “Cadê o Sobrevento”, do Grupo de mesmo nome. O espetáculo trata dos anseios dos jovens, e conta a história de uma mãe, viúva, que não quer de jeito nenhum deixar sua filha sair e conhecer o mundo, porque ela acha que o mundo é muito perigoso e aprisiona sua filha junto com ela num castelo”.

Grupo Sobrevento volta a Campo Grande no Campão Cultural com espetáculo sobre os anseios dos jovens

Sandra Vargas, diretora do Grupo Sobrevento, conta que o enredo do espetáculo é em comemoração a um espetáculo que o Grupo Sobrevento, que tem 40 anos, fez há 20 anos e que fez muito sucesso que se chamava Cadê meu Herói. “O espetáculo trata sobre um grupo de teatro de bonecos muito famoso que desapareceu e que está preso num castelo há 20 anos fazendo o mesmo espetáculo”.

O Grupo Sobrevento já tem 40 anos e passou por muitos momentos. “Eu acho que hoje fazer teatro no Brasil é muito mais fácil do que quando a gente começou, porque começou a haver uma consciência, pelo poder público, de que a cultura é muito importante, começou a haver muitas políticas públicas que fazem com que a cultura se desenvolva em cada cidade. O fato de ter editais, que antigamente não tinha, essa verba é muito mais transparente, é muito mais democrática”, diz Sandra.

O Grupo Sobrevento se fundou no Rio de Janeiro e depois de dez anos foi para São Paulo, onde está sediado. “O grupo hoje trabalha com teatro de animação, teatro de bonecos entendido de uma maneira muito ampla, não como uma coisa segmentada ou afastada do teatro, mas sim como teatro, mas que usa o teatro de bonecos como uma ferramenta em suas encenações. Nosso grupo agora ganhou o APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) pelo trabalho que a gente faz com essa inovação no campo do teatro de animação e com nossa relação com a comunidade, o grupo hoje procura tentar fazer com que o teatro vá a todas as camadas sociais e a todos os lugares no Brasil”.

Para o Grupo Sobrevento, estar no Campão Cultural é muito importante porque é um Festival que promove a diversidade. “É para que o teatro chegue em todas as camadas, para todos, e a gente quer ressaltar que a gente está super feliz no Campão, a gente vê que há uma estrutura de produção, uma estrutura técnica, todos com um engajamento e com um compromisso com a cultura para que o espetáculo aconteça da melhor maneira possível”.

Para o grupo, apresentar-se em Campo Grande é muito especial porque uma das fundadoras do grupo Sobrevento é a Andrea Freire, “uma artista que a gente passa os anos e ela continua com a mesma fé no poder transformador da cultura. A gente sempre veio aqui, em projetos que a gente tinha de viajar, de turnês, a gente sempre colocou Campo Grande como um destino, porque foi o primeiro lugar, quando a gente saiu do Rio de Janeiro, nossa primeira viagem para fora do estado, foi Campo Grande pela Andrea morar aqui. A gente gosta muito de ver como Campo Grande está cada vez ganhando mais força no panorama cultural também nacional, à medida em que realiza estes festivais, que eu acho que estão super estruturados, e esse acolhimento que a gente sempre tem”, diz Sandra.

A professora de Artes Visuais Ana Lúcia Serrou veio prestigiar o espetáculo. Ela acompanha o Grupo Sobrevento há muitos anos desde que eles vieram se apresentar num projeto do Sesi. “Eu fiz curso com eles e tenho acompanhado a trajetória deles que é linda, de muita resistência. O Campão Cultural é maravilhoso, porque a gente não tem a oportunidade de ver um grupo tão maravilhoso como esse e tantos outros que vieram. O campo-grandense não sabe o que está perdendo de vir assistir, é um show de cultura não só de Mato Grosso do Sul, mas do Brasil, o campo-grandense precisa valorizar este empreendimento que o Governo do Estado está fazendo para a cultura sul-mato-grossense”.

Elis Regina Nogueira, produtora audiovisual e fotógrafa, disse que é sempre um prazer ver e rever o Sobrevento. “Eu acompanho o grupo desde o começo, quando o grupo começou eu morava com a Andrea Freire no Rio de Janeiro e desde então, sempre que eu tenho oportunidade, eu vejo um espetáculo do Sobrevento, que é sempre um primor de técnica, de narrativa, de sensibilidade, eu acho o trabalho deles maravilhoso, foi um espetáculo muito incrível”.

José Manfroid, professor de Filosofia achou o espetáculo uma viagem do desenvolvimento da imaginação. “Ele é tão bem feito, tão bem organizado que a gente mergulha na história e faz com que descubram ali dentro inúmeros valores da sociedade, valores sociais, morais, éticos, culturais. É claro que eles pegaram um tempo mais antigo, mas eles adaptaram para o nosso momento, colocando inclusive o mundo digital, whatsapp, achei muito legal. Além de que esse grupo Sobrevento é um grupo por quem a gente tem a maior estima e reverência por eles, porque eles têm um grande amor pela arte, eles são maravilhosos”.

Texto: Karina Lima

Fotos: Daniel Reino

Fonte: www.fundacaodecultura.ms.gov.br

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