A apresentação da banda Guns N’ Roses em Campo Grande, na última quinta-feira (09), foi marcada por histórias de fãs que enfrentaram horas de espera para acompanhar o espetáculo de perto. Entre eles, o personal trainer Juliano Oliveira, de 43 anos, que saiu do evento com uma lembrança incomum: uma palheta arremessada pelo guitarrista Slash.

Fã da banda desde os 13 anos, Juliano carrega a admiração também na pele, com uma tatuagem do grupo no antebraço. Para ele, o show representou a realização de um objetivo que vinha sendo planejado há anos.
Em entrevista ao site Manchete Popular, ele contou que chegou ao local por volta das 5h30 da manhã, garantindo posição entre os primeiros da fila. Ao longo do dia, enfrentou mudanças no clima, com céu nublado, sol intenso, chuva e mormaço, além de cansaço físico e desconforto.

“O show foi simplesmente maravilhoso. A estrutura, o som, tudo. Foi uma noite épica”, afirmou.
O planejamento começou ainda antes da compra dos ingressos. Segundo Juliano, ele ficou acordado aguardando a liberação das vendas e garantiu a entrada no primeiro lote. A partir daí, passou a pesquisar estratégias para conseguir um bom lugar na grade.

“Eu me programei, pesquisei o que levar, qual lado ficar do palco, que horário chegar. Eu falei que ia fazer de tudo para pegar grade, porque não queria assistir de longe”, relatou.
Durante a espera, ele descreveu uma rotina de resistência, com dores nas costas e nos pés, além de controle na ingestão de água para evitar sair do lugar. Já dentro do evento, a prioridade foi manter a posição conquistada.

Na hora da entrada, Juliano contou que enfrentou dificuldades com a organização da fila. “Eu estava entre os primeiros, mas algumas pessoas começaram a passar na frente. Tive que voltar para o meu lugar e ajudar o pessoal que estava comigo. Foi complicado, mas consegui ficar onde estava desde o começo”, disse.
Para agilizar o acesso, ele levou poucos itens. “Na revista eu levei quase nada, justamente para passar rápido. Quando liberaram, eu corri como se fosse uma maratona”, contou. A intenção inicial era ficar do lado direito do palco, mas, devido à lotação, acabou permanecendo no centro da grade, posição que considerou estratégica.

Mesmo durante o show, imprevistos aconteceram. “Meu celular deu bug e não consegui gravar ‘Sweet Child O’ Mine’, mas uma amiga que estava na frente me mandou o vídeo. Eu consegui gravar os solos de ‘November Rain’”, relatou.
O momento mais marcante ocorreu no fim da apresentação. Segundo Juliano, a palheta foi conquistada de forma inesperada. “Eu pulei e ela veio direto no meu dedo. Na hora eu falei: não é possível que eu peguei essa palheta. Foi coisa de Deus mesmo”, afirmou.

Ele destacou ainda que o objeto tem valor especial por ter sido lançado pelo próprio guitarrista. “Essa palheta tem a assinatura do Slash. Algumas são entregues por seguranças ou equipe, mas essa foi ele que jogou. Foi a última que ele lançou”, disse.
A experiência, segundo Juliano, teve um significado ainda maior por conta de uma frustração passada, quando não conseguiu assistir a um show da banda em outra cidade. “Eu fiquei muito chateado naquela época. Dessa vez, quando surgiu a oportunidade, eu não pensei duas vezes”, contou.
Ao final, o personal trainer resumiu a experiência como a realização de um sonho. “Eu zerei a vida. Foi um combo completo. Não poderia ter sido melhor”, afirmou.
A saída do evento também exigiu paciência. Mesmo de moto, ele levou cerca de 40 minutos para deixar o local, enfrentando grande fluxo de pessoas e veículos, além de situações de risco com pedestres no acostamento.
Com a palheta em mãos, Juliano guarda agora um símbolo concreto de uma trajetória de fã iniciada na adolescência e consolidada em uma noite que ele define como inesquecível e épica.








