Quarta testemunha ouvida nesta segunda-feira (18), em júri que investiga a morte de Matheus Coutinho Xavier, 17 anos, o policial aposentado Mário Velasques reforçou que Vladenilson Daniel Olmedo não estava em Campo Grande quando o adolescente foi assassinado.
O policial diz que trabalhou com Vlad na delegacia e também no Pantanal Cap, empresa atribuída à família Name. Segundo ele, na data do crime, saiu com Vlad de Campo Grande às 5h da manhã, com destino a Ponta Porã, e os dois retornaram à Capital por volta de 18h30. Mário destaca que Vladenilson estava agindo normalmente, rindo, brincando, conversando, sem alterações. A promotoria não fez perguntas.
Ele corrobora com o depoimento do policial civil aposentado Vagner Louro da Rocha. No entanto, Vagner Louro é cunhado de Vlad e sua alegação foi considerada sem compromisso de falar a verdade por grau de parentesco.
O caso
Jamil Name Filho, Vladenilson Daniel Olmedo e Marcelo Rios são julgados como mandantes da morte de Matheus Xavier Coutinho, 17 anos. Ele teria sido assassinado por engano, no lugar do pai, o ex-policial militar Paulo Roberto Xavier.
Juanil Miranda Lima e José Moreira Freires, o Zezinho, seriam os executores do plano. A briga entre a família Name e Paulo Xavier, também conhecido como PX, ocorreu porque o ex-policial trabalhava para os acusados, mas depois foi fazer segurança para o advogado Antônio Augusto.
A família Name, então liderada por Jamil Name, falecido aos 82 anos, teria rixa com Antônio Augusto por conta da titularidade da Fazenda Figueira, em Bodoquena, que tem alto valor financeiro. Ele fez a transferência da propriedade para Associação das Famílias para Unificação da Paz Mundial.
PX chegou a dizer que foi intimado a deixar a cidade antes da morte de Matheus, por ter se tornado inimigo do clã Name. Durante a investigação, os policiais descobriram que um técnico de informática atuou como ”hacker” e ajudou a monitorar Paulo Roberto em tempo real por vários dias.
No final da tarde de 9 de abril de 2019, os executores viram uma caminhonete S-10 sair da garagem da casa e abriram fogo, inclusive com uma metralhadora AK-47. Ao invés do pai, Matheus dirigia o veículo para buscar o irmão na escola.
O rapaz foi baleado e socorrido por Paulo Roberto. Ele viu uma equipe do Corpo de Bombeiros atendendo um acidente de trânsito na Avenida Mato Grosso e gritou por socorro. Matheus foi levado para a Santa Casa, mas não resistiu.
Mais três réus deveriam participar do julgamento. Jamilson Name, que morreu no Presídio Federal de Mossoró, RN, por problemas de saúde, e Zezinho, que faleceu em confronto policial. Juanil é considerado foragido.
A acusação é formada pelos promotores Luciana do Amaral Rabelo, Moisés Casarotto, Gerson Eduardo de Araújo e Douglas Oldegardo. Mãe de Matheus, a advogada Cristiane Almeida Coutinho atua como assistente de acusação no processo.
Fonte: Top Mídia News