Menor que estuprou comerciante no Nova Lima é localizado, mas está solto

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Menor que estuprou comerciante no Nova Lima é localizado, mas está solto

A Polícia Civil consegui localizar nesta segunda-feira (8), o adolescente de 14 anos que assaltou e estuprou uma comerciante na tarde do dia 18 abril, no Bairro Nova Lima, em Campo Grande. A polícia já havia divulgado imagens do menor que foi localizado em uma residência no Bairro Jardim Anache.

Em coletiva concedida na tarde de hoje, a delegada Maira Machado, relatou que o menor estava na presença do pai quando foi localizado e ele confessou a autoria do crime. Na residência, foram encontradas as roupas que ele usava no dia em que cometeu o ato infracional.

O material foi apreendido e de imediato o menor foi levado para a Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher). A vítima esteve na delegacia e reconheceu o menor como sendo o autor do assalto seguido de estupro.
Em seu depoimento, o menor disse que na ocasião do crime ele saia da escola, quando encontrou uma faca e com a mesma passou no endereço da vítima, onde viu a oportunidade de cometer o roubo.

Antes de entrar na loja, segundo a delegada, o menor foi para o outro lado da rua, colocou a camisa escolar até a altura do nariz e a amarrou com um cadarço. Em seguida o adolescente atravessou a rua e foi até ao estabelecimento, rendeu a vítima e cometeu o crime. Ele confessou que levou a vítima para o banheiro e cometeu o estupro. Ainda conforme a delegada, o menor não tem passagens, porém, ele possui histórico agressivo escolar.  

O pai do adolescente informou que o filho frequenta psiquiatra e ingere medicamentos controlados.

“Ainda não é possível detalhar qual transtorno ou se ele tem o transtorno ainda”, disse Maira.

A delegada também destacou que o adolescente agiu sozinho no dia do crime. Ele foi ouvido e em seguida liberado por não haver flagrante.

“Por ele ser adolescente em conflito com a lei e amanhã completar 15 anos, neste momento ele não está apreendido, porque não foi em flagrante de ato infracional, bem como só soubemos da autoria hoje não foi representado pela internação dele. Mas a partir desse momento com a autoria definida, pode ser representada por essa internação e ele tem aí um limite máximo de três anos, se for concedida a internação e lá na frente ele for julgado e condenado, mas nesse momento não podemos tê-lo apreendido aqui”, destacou a delegada.

A investigação será repassada para a Deaij (Delegacia Especializada no Atendimento à Infância e a Junventude).



Fonte: Top Mídia News