Polícia Civil resgata mulher com sequelas de AVC mantida em cárcere privado em Campo Grande

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Polícia Civil resgata mulher com sequelas de AVC mantida em cárcere privado em Campo Grande

A Polícia Civil, por intermédio da 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (1ª DEAM), realizou nesta segunda-feira (16), em Campo Grande-MS, a prisão em flagrante de A.S.S., 49 anos de idade, acusado de manter sua esposa, de 48 anos de idade, em situação de cárcere privado e sob constantes ameaças de morte. A ação ocorreu em uma residência situada no bairro Jardim Monumento, após uma denúncia articulada entre unidades policiais de diferentes municípios.

O caso chegou ao conhecimento da polícia civil após um familiar da vítima procurar a delegacia de Jardim-MS. Ele relatou ter recebido informações de vizinhos sobre o isolamento compulsório da vítima em Campo Grande.

Com base nessas informações, a equipe plantonista da 1ª DEAM deslocou-se prontamente ao endereço, onde localizou o casal. Durante a diligência, os investigadores constataram que a vítima possui graves limitações físicas, de fala e de locomoção, sequelas de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) sofrido anteriormente.

Em entrevista reservada com a autoridade policial, a vítima confirmou que o marido mantinha o portão da residência trancado, impedindo-a de sair. Além da privação de liberdade, a mulher relatou um histórico de agressões físicas recorrentes. Segundo a vítima o autor proferia ameaças de morte sempre que ela manifestava o desejo de abandonar o imóvel ou buscar ajuda.

O isolamento imposto pelo agressor era a principal barreira que impedia a formalização de denúncias.
Ao ser resgatada pela equipe, a vítima demonstrou profundo alívio, chegando a declarar que a intervenção policial era uma resposta divina às suas preces.

Diante da confirmação técnica e fática do crime, foi dada voz de prisão em flagrante ao autor, que foi conduzido à unidade policial e responderá pelos crimes de cárcere privado, ameaça e lesão corporal, no âmbito da violência doméstica, conforme o rigor da Lei Maria da Penha.

Fonte: Policia Civil MS

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