Durante o atendimento ao tiroteio que deixou duas adolescentes, de 16 e 17 anos, feridas em frente a uma tabacaria, na madrugada desta sexta-feira (2), a Polícia Militar encontrou um jovem, de 20 anos, com sinais de espancamento na Avenida Manoel Joaquim de Morais, no Jardim Leblon, em Campo Grande.
Segundo informações do boletim de ocorrência, populares estavam segurando o rapaz, pois ele estava bastante agitado e alterado e por conta da situação anterior, houve a suspeita de que ele poderia estar envolvido na confusão.
Os policiais realizaram a abordagem do suspeito, mas com bastante dificuldade por conta da resistência e o jovem que se debatia bastante. Ele também xingava os policiais e as outras pessoas que estavam presente.
Após muita insistência e depois do jovem tentar agredir os policiais com chutes e socos, os militares fizeram a revista e depois algemá-lo pelo crime de desobediência e resistência.
Nesse momento em que era conduzido para a viatura, os policiais receberam a informação a respeito que o tiroteio havia deixado as duas adolescentes feridas, precisando deslocar até o Hospital Regional para verificar a situação e possíveis suspeitos armados.
O jovem com sinais de espancamento foi encaminhado posteriormente para a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário Cepol.
Tiroteio
Segundo informações do boletim de ocorrência, dois grupos – um em Honda Civic e outro em uma Volkswagen Saveiro, de cor rosa, passaram a discutir e em determinado momento, começaram a trocar tiros. Os ocupantes da picape fugiram após o incidente.
Durante as diligências, a Polícia Militar foi informada sobre a entrada de duas mulheres feridas por tiro no Hospital Regional e conseguiram contato com um jovem, de 25 anos, que estava no Honda Civic e ajudou a socorrer as adolescentes.
Ainda conforme o registro policial, as adolescentes foram encaminhadas para o centro cirúrgico e não foi repassado o estado de saúde de cada uma. O rapaz explicou para os policiais que é proprietário do Civic e confessou ter disparado contra os desafetos que estavam na Saveiro.
A arma usada no crime havia sido deixada com um amigo, pois ele estaria com medo de ser preso e não tinha a documentação em mãos. A arma se trata de uma pistola de calibre 765 e em sua casa, após mais detalhes, o jovem afirmou que tinha outra arma, sendo uma pistola de calibre 380 com 28 munições.
O amigo que havia ficado com a arma, ligava constantemente para o jovem e a polícia autorizou o atendimento. No hospital, o indivíduo relatou que se apresentaria em momento oportuno, mas concordaria em entregar apenas a pistola, onde foi deixada no cruzamento das ruas Enseada com Península, recolhida pelos policiais militares.
A Saveiro ainda não foi encontrada, mas diligências seguem no intuito de encontrar os suspeitos e o que levou a motivação dos disparos.
Fonte: Top Mídia News