TJMS determina volta à prisão de investigados na operação do Gaeco

Decisão da 3ª Câmara Criminal reverte liberdade de suspeitos de fraudes em licitações

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A 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul determinou o retorno à prisão de investigados na Operação Malebolge. A decisão reverte a liberdade concedida anteriormente a suspeitos de envolvimento em um esquema de fraudes em licitações e corrupção em prefeituras do interior do estado.

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O desembargador Fernando Paes de Campos votou pela manutenção da liberdade dos investigados, mas foi vencido pelos desembargadores Luiz Cláudio Bonassini e Jairo Roberto de Quadros, que decidiram pelo retorno à prisão.

Com a decisão, voltam para a cadeia Fernando Passos Fernandes, filho do prefeito de Rochedo, Arino Jorge (PSDB); Fabrício da Silva e sua esposa, Luciana Mendes Carneiro; a secretária de Finanças de Água Clara, Denise Rodrigues Medis; além de Douglas Breschigliari, Izolito Amador, Renato Franco, Mauro Mayer, Celso Souza Marques, Ana Carla Benette e Jânia Alfaro, estas últimas servidoras públicas em Água Clara.

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Sobre a Operação Malebolge

A Operação Malebolge foi deflagrada pelo Ministério Público Estadual, por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO) e do Grupo Especial de Combate à Corrupção (GECOC). Foram cumpridos 11 mandados de prisão preventiva e 39 mandados de busca e apreensão nos municípios de Água Clara, Campo Grande, Rochedo e Terenos.

Durante as investigações, a Vigilância Sanitária interditou uma câmara frigorífica de uma empresa fornecedora de alimentos a prefeituras do interior, devido a irregularidades na conservação dos produtos. No local, foram encontrados alimentos vencidos, impróprios para o consumo escolar.

Além disso, a polícia apreendeu R$ 9 mil com um dos alvos da operação.

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Esquema de corrupção

A investigação apontou que uma organização criminosa operava em Água Clara e Rochedo, utilizando servidores públicos para fraudar licitações e beneficiar empresas envolvidas no esquema. Os editais eram manipulados para direcionar contratos milionários às empresas participantes, simulando concorrência legítima.

Os contratos investigados somam mais de R$ 10 milhões. Em troca dos favorecimentos, agentes públicos recebiam propina para atestar falsamente o recebimento de produtos e serviços, além de acelerar pagamentos indevidos a empresários.

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As provas foram obtidas em celulares apreendidos na Operação Turn Off e compartilhadas com a Justiça, confirmando o funcionamento do esquema.

O nome “Malebolge” faz referência à obra A Divina Comédia, de Dante Alighieri. No livro, Malebolge representa a região do inferno onde os corruptos e fraudadores são punidos conforme a gravidade de seus crimes.

A Polícia Civil segue investigando o caso.

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