Vereador Professor Juari, do PSDB, foi à polícia denunciar o colega, Coronel Vilassanti, em Campo Grande. Ele relatou que foi ofendido pelo militar, durante uma discussão na noite desta quinta-feira (3), em evento na Associação dos Municípios do Mato Grosso do Sul, a Assomasul.
Juari detalha que estava com colegas vereadores e outros políticos, inclusive o ex-governador Reinaldo Azambuja.
O vereador explicou que, em ocasião anterior, foi procurado por assistentes de Educação Infantil da Capital, que são trabalhadoras temporárias, que perguntaram se havia chances de criar um sindicato para elas.
Ainda segundo o parlamentar, após consultar colegas da Câmara e equipe jurídica, Juari gravou um vídeo e informou as mulheres que não há qualquer possibilidade de criação de sindicato.
”A primeiro exigência para criar um sindicato é o trabalhador ter estabilidade… tem que ter carteira assinada”, disse Juari na gravação. Na mesma gravação, Juari alertou as profissionais sobre promessas desse tipo.
”Se alguém prometeu isso pra vocês é mentira é politicagem”, relatou o Professor, que garante que não sabia que era Vilassanti que tinha discutido sobre sindicato com as assistentes educacionais.
Durante o evento, Vilassanti chegou ao local, diz o vereador, gritando e o chamando de moleque.
”Ele estava em surto… ele gritava desesperado”, narrou o Juari, que de início persou ser uma brincadeira.
”Quando vi que que ele tava bravo, chamei para conversar lá fora e disse que não tinha necessidade daquilo”, completou o vereador. Vilassanti teve de ser contido por colegas da Câmara.
Conciliação?
Já na tarde desta sexta-feira, pelo fato de conhecer Alírio Vilassanti há mais de 20 anos, Juari o chamou para conciliação na Câmara. No entanto, em grupo do WhatsApp, o militar reforçou que estava correto na proposição de criar sindicato.
Sendo assim, o parlamentar do PSDB foi à polícia e acionou a equipe jurídica. Ele prometeu representar no Conselho de Ética da Câmara por quebra de decoro parlamentar.
”Quero uma advertência… ou uma retratação”, informou Juari, que revela não ter conseguido falar com o presidente da Casa, vereador Carlão, do PSB. Ele diz temer pela vida, já que o colega militar estava alterado.
”O Vilassanti foi para o carro dele e queria voltar a falar comigo, mas o Riverton e Tabosa [vereadores] seguraram ele”, observou Juari, que voltou para o evento.
O vereador Alírio Vilassanti foi procurado, mas a assessoria disse que ainda não tinha resposta. Também tentamos contato com o presidente Carlão Borges, mas sem retorno.
Fonte: Top Mídia News