Presidente da Fiems critica fim da escala 6×1 e alerta sobre impacto na economia

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O presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems), Sérgio Longen, criticou nesta segunda-feira (8) as propostas em debate no Congresso Nacional que preveem redução da jornada semanal de trabalho no Brasil.

Durante entrevista à rádio FM Cidade 97, o dirigente afirmou que mudanças envolvendo o fim da escala 6×1 e a diminuição da carga horária podem aumentar custos para empresas, afetar a competitividade da indústria e provocar reflexos diretos na economia.

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Segundo Longen, medidas que reduzam a jornada sem alteração proporcional nos custos trabalhistas tendem a pressionar preços e gerar impactos em toda a cadeia produtiva.

“Isso é custo. Não tem como você hoje não ser impactado, porque impede o consumo e aumenta os preços”, declarou.

Fiems defende flexibilização das relações trabalhistas

O presidente da Fiems afirmou que o setor industrial defende maior flexibilidade nas relações de trabalho e criticou propostas que possam endurecer regras por meio de mudanças constitucionais.

De acordo com ele, o debate precisa ocorrer sem viés político e levando em consideração os impactos para geração de empregos e manutenção da atividade econômica.

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Durante a entrevista, Longen também questionou discursos que defendem redução da jornada com manutenção integral dos salários.

Indústria enfrenta dificuldade para contratar

Outro ponto levantado pelo dirigente foi a dificuldade enfrentada por empresas para preencher vagas formais de trabalho em Mato Grosso do Sul.

Segundo ele, algumas indústrias operam atualmente com déficit de aproximadamente 10% na força de trabalho.

Longen também relacionou parte dessa dificuldade à permanência de trabalhadores em programas sociais, afirmando que muitas pessoas evitam perder benefícios assistenciais ao ingressarem no mercado formal.

Expansão industrial aumenta demanda por qualificação

Ao comentar o crescimento industrial no Estado, o presidente da Fiems destacou os investimentos realizados em qualificação profissional por meio do Senai e do Sesi.

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Segundo ele, novas estruturas de ensino estão sendo implantadas em municípios que recebem grandes empreendimentos industriais, especialmente ligados ao setor de celulose.

Entre os exemplos citados estão projetos em Bataguassu e Ribas do Rio Pardo, onde cursos profissionalizantes vêm sendo oferecidos para atender à demanda crescente por mão de obra.

Longen cita preocupação com cenário econômico

Apesar de avaliar de forma positiva o crescimento industrial de Mato Grosso do Sul, Sérgio Longen afirmou que o setor acompanha com preocupação o cenário econômico nacional.

Entre os principais pontos citados estão juros elevados, aumento do endividamento da população e crescimento do déficit público.

Mesmo assim, o dirigente disse acreditar em continuidade dos investimentos e manutenção do ambiente favorável para novos empreendimentos no Estado.

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