A investigação do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) identificou movimentações patrimoniais envolvendo a então presidente da Santa Casa de Campo Grande, Alir Terra Lima, e o empresário Paulo Duarte. Entre os negócios analisados está a compra de um imóvel residencial por R$ 400 mil, valor que, segundo o relatório, foi pago integralmente em espécie.
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O imóvel está localizado na Rua João Pessoa, em Campo Grande, e foi adquirido por Alir em 24 de janeiro de 2025. Conforme o documento analisado pelos investigadores, o pagamento ocorreu no momento da compra e foi registrado como sendo feito “em espécie da moeda corrente nacional”.
A aquisição foi incluída pelo Gecoc na análise patrimonial realizada durante a investigação que apura contratos e pagamentos relacionados à Santa Casa e à Operadora Santa Casa Saúde.
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O relatório também aponta outras movimentações envolvendo Paulo Duarte e sua esposa. Em março de 2025, os dois adquiriram um apartamento no Edifício Tom Jobim pelo valor de R$ 670 mil. O imóvel possui três vagas de garagem e teve o pagamento dividido em parcelas de R$ 50 mil, além de duas prestações finais destinadas à quitação do saldo.
Patrimônio entrou no radar da investigação
De acordo com o Gecoc, as aquisições imobiliárias ocorreram em um período marcado pela criação de empresas, assinatura de contratos e movimentações financeiras de valores elevados envolvendo a Santa Casa Saúde.
O relatório aponta que a evolução patrimonial de Alir Terra Lima e Paulo Duarte ocorreu paralelamente a essas movimentações. Os investigadores passaram a considerar os negócios imobiliários dentro do conjunto de informações utilizadas para analisar a origem e o destino dos recursos movimentados durante o período investigado.
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O documento, entretanto, não afirma que os imóveis tenham sido adquiridos diretamente com recursos da Santa Casa. A relação apresentada pelo Gecoc está inserida no contexto mais amplo da investigação sobre as movimentações financeiras e os contratos firmados.
A apuração também levanta suspeitas de irregularidades em contratos e aponta para uma possível estrutura organizada, com divisão de funções e finalidade econômica. Entre as suspeitas investigadas estão possíveis práticas de fraude contratual, peculato e falsidade documental.
Alir Terra Lima foi presa na sexta-feira passada durante o avanço das investigações. O caso segue sob apuração das autoridades, que analisam documentos, contratos, movimentações financeiras e a evolução patrimonial dos envolvidos.








