Uma mulher foi presa temporariamente nesta terça-feira (15), em Dourados, durante uma operação da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul que investiga um esquema de extorsão contra usuários de sites de acompanhantes.
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A prisão foi realizada pela Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos (DERF). Identificada pelas iniciais L.R.V., a investigada é suspeita de atuar na parte financeira do esquema, utilizando e recrutando pessoas para disponibilizar contas bancárias destinadas ao recebimento dos valores exigidos das vítimas.
Golpe começava em site de acompanhantes
Segundo as investigações, o esquema começava quando usuários acessavam anúncios publicados na plataforma HotMS. Depois de interagir com contatos dos anúncios, as vítimas passavam a receber mensagens de pessoas que se apresentavam como integrantes de organizações criminosas.
Os criminosos alegavam que a vítima teria causado prejuízo a uma acompanhante ou a um suposto cafetão. Em seguida, iniciavam ameaças contra o usuário e seus familiares e exigiam transferências imediatas por Pix.
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A estratégia, conhecida como “golpe do falso cafetão faccionado”, utilizaria nomes de organizações criminosas para aumentar o medo e pressionar as vítimas a realizar os pagamentos.
Polícia investiga caminho do dinheiro
Durante o trabalho investigativo, a DERF identificou indícios de que contas de terceiros eram utilizadas para receber e movimentar o dinheiro obtido nas extorsões.
A mulher presa é investigada justamente por uma possível participação nessa estrutura financeira, inclusive no recrutamento de pessoas dispostas a ceder suas contas bancárias.
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A Polícia Civil também apura a possível participação de uma pessoa que já está presa no sistema penitenciário. A investigação busca esclarecer quem comandava as ameaças, como as funções eram distribuídas e qual era o destino final dos valores.
Polícia alerta usuários
A DERF também informou que a plataforma HotMS apareceu de forma recorrente como ponto inicial de contato com vítimas. Segundo a Polícia Civil, foram realizados contatos e solicitações de esclarecimentos ao canal administrativo da plataforma para tentar entender como os criminosos poderiam estar obtendo informações dos usuários.
Até o momento, conforme a investigação, não houve a colaboração solicitada.
A orientação da Polícia Civil é que usuários não façam pagamentos caso recebam ameaças de pessoas que afirmem pertencer a facções criminosas ou se apresentem como cafetões exigindo dinheiro.
A recomendação é preservar as mensagens e demais informações recebidas e procurar imediatamente a Polícia Civil.
A investigada ainda será interrogada. As diligências continuam para identificar outros possíveis integrantes, esclarecer a participação do suspeito que está preso e mapear o fluxo financeiro das extorsões.








