Redes de tráfico de pessoas receberam milhões de dólares em 2025

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© Lusa/EPA/MOAS.EU - Direitos Reservados
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As redes de tráfico de pessoas receberam entre US$ 388 milhões e US$ 509 milhões com rotas marítimas de imigrantes em direção à Europa no ano passado. Os dados foram divulgados nesta semana pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime e pela Organização Internacional para Migrações.

Os relatórios da ONU mostram que cerca de 209 mil pessoas foram alvo de operações nas principais rotas marítimas para o continente europeu. Apesar de os imigrantes pagarem taxas elevadas para atravessadores, mais de 3,4 mil perderam a vida ou desapareceram no mar em 2025. Outros 104 mil foram interceptados e retornaram para seus locais de origem.

O caminho pelo Mar Mediterrâneo Central é o mais movimentado e o mais caro. Quase a metade dos migrantes dessa rota pagou mais de US$ 7,5 mil cada um na tentativa de alcançar a região que abrange o sul da Itália. Para chegar ao litoral que pega a Espanha e a França, mais da metade dos migrantes desembolsou entre US$ 1 mil e US$ 5 mil. Pelo Oceano Atlântico, a partir do Noroeste da África, os valores foram menores, mas essa rota é considerada extremamente perigosa.

A maior parte dos imigrantes, 75%, teve que pagar os atravessadores em dinheiro vivo. Em países do Sul Asiático e do Norte da África é comum os valores só serem liberados pela família após a confirmação da chegada do imigrante até determinado ponto.

Além de plataformas digitais e transferências bancárias, as taxas de travessia também são quitadas com trabalho forçado, especialmente no caso de mulheres e pessoas da África Ocidental. Em alguns trechos, como na Líbia, há registros frequentes de imigrantes que acabam torturados ou sequestrados.

América Latina

Os países da América Latina não escapam das redes de tráfico de pessoas, que interagem com grupos armados e narcotraficantes. Entre a Colômbia e o Panamá, o grupo conhecido como “Clan del Golfo” cobra até US$ 80 para transporte e alojamento. Segundo os relatórios da ONU, a maior quantidade de imigrantes latino-americanos e do Caribe que seguem para a Europa saem de Venezuela, Haiti, Peru e Colômbia.

Fonte: Radioagência Nacional – EBC

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