Cerca de 350 estudantes de quatro escolas participaram, nesta sexta-feira (6), do Festival Cinema Acessível Kids, promovido em Brasília pelo Senado Federal. O festival exibiu gratuitamente o filme Divertida Mente com recursos de audiodescrição, libras e legendagem descritiva, garantindo uma experiência acessível para crianças e jovens com diferentes perfis e necessidades.
Voltado a pessoas com e sem deficiência, inclusive visual ou auditiva, o projeto busca ampliar o acesso à cultura e fortalecer a inclusão e a acessibilidade por meio do cinema.
Essa foi a quinta edição do festival, realizada em parceria com a organização Mais Criança. Além da sessão de cinema, a programação contou com uma oficina voltada a educadores, que abordou temas como diversidade, neurodivergência, acessibilidade e inclusão educacional.
Alunos de escolas de ensino especial e regular, crianças, adolescentes e adultos com diferentes tipos de deficiência e neurodivergência participarm da programação este ano.
— É sempre uma oportunidade de vivenciar essa experiência e essa convivência com as outras crianças de forma inclusiva e participativa — destacou Quézia Moreira, chefe do Serviço de Ações de Acessibilidade do Senado.
Criado há 11 anos, o Festival Cinema Acessível Kids integra o programa Criança Esperança e promove experiências culturais inclusivas em diferentes cidades do país.
— É uma atividade lúdica que consegue colocar numa mesma sessão crianças e jovens com e sem deficiência. São pessoas com características diferentes na mesma sessão, com a mesma oportunidade de entendimento, de acesso e de emoção que o cinema traz — afirmou o organizador do festival, Sidnei Schames.
Oficina
A oficina “Agentes que transformam – diversidades invisíveis” reuniu educadores, monitores e coordenadores escolares nessa quinta-feira (5), no Senado Federal em Brasília. O treinamento abordou temas como diversidade, deficiências visíveis e neurodivergências.
Para os participantes, a experiência apresentou novas ferramentas de inclusão. A capacitação foi um momento de e troca de conhecimentos práticos para a rotina pedagógica.
— A parte mais interessante foi saber do cinema acessível com audiodescrição. Temos alunos com cegueira profunda e, com esse recurso, os alunos conseguem ter uma compreensão melhor do conteúdo. Achei a oficina maravilhosa e saímos com muito aprendizado — destacou Rose Sales, coordenadora do Instituto Revitalizando, que faz parte do Caic Tancredo Neves, de Valparaíso (GO).






