Acordo entre Sebrae-RN e Embrapa fortalece a cadeia produtiva de ovinos e caprinos

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Foto: Luana Tayze.
Foto: Luana Tayze.

O Palco Juntos pelo Agro, na Agência Sebrae Festa do Boi 2026, sediou nesta terça-feira (13) a assinatura de um Acordo de Cooperação Técnica entre a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Sebrae-RN e instituições parceiras. A iniciativa tem como objetivo unir esforços em pesquisa, desenvolvimento, inovação e transferência de tecnologias para fortalecer a ovinocultura e a caprinocultura de corte no Rio Grande do Norte, no âmbito do projeto Cordeiro Potiguar.

A parceria com a Embrapa Caprinos e Ovinos fortalecerá o eixo de inovação do projeto ao longo dos próximos três anos. A iniciativa prevê a transferência de tecnologias e conhecimentos para consultores e produtores rurais, com foco na melhoria dos sistemas de produção, no aprimoramento genético dos rebanhos e no aumento da eficiência produtiva.

A ação busca elevar a qualidade da produção, ampliar a competitividade dos pequenos negócios rurais e fortalecer a cadeia produtiva, considerada estratégica para o desenvolvimento econômico e a geração de renda no estado.

João Hélio Cavalcanti, diretor técnico do Sebrae-RN, assina o acordo de cooperação técnica representando a instituição. Foto: Luana Tayze.
João Hélio Cavalcanti, diretor técnico do Sebrae-RN, assina o acordo de cooperação técnica representando a instituição. Foto: Luana Tayze.

Para João Hélio Cavalcanti, diretor técnico do Sebrae-RN, a cooperação entre instituições é fundamental para transformar o potencial da atividade em resultados concretos para os produtores.

“Não fazemos nada sozinhos. Existe um conjunto de instituições que caminha junto para construir soluções em prol dessa atividade tão importante. A ovinocultura e a caprinocultura sempre estiveram no radar, pelo imenso potencial que apresentam. No entanto, transformar esse potencial em realidade exige tempo, resiliência e força de vontade, devido à complexidade do setor”, destacou.

O diretor técnico também ressaltou a importância de tornar a atividade uma fonte principal de renda para alguns produtores e uma alternativa complementar para outros, garantindo melhores resultados econômicos e remuneração justa. “Nossa missão, enquanto Sistema S, é reduzir as desigualdades sociais. Por isso, investimos e subsidiamos o pequeno negócio, criando oportunidades para que os produtores possam crescer”, afirmou.

De acordo com Cícero Cartaxo de Lucena, chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Caprinos e Ovinos, a cooperação prevê a articulação de um conjunto de parceiros institucionais, incluindo organizações representativas, instituições de apoio, entidades acadêmicas e produtores rurais.

A expectativa, segundo ele, é consolidar o Cordeiro Potiguar como referência para o Nordeste e para o Brasil. “Precisamos acreditar na ovinocultura como um negócio sustentável, capaz de gerar renda, emprego e oportunidades”, ressaltou.

Para Edmilson Fernandes, presidente da Associação dos Criadores de Ovinos e Caprinos do Sertão do Cabugi (ACOSC), o seminário representa uma oportunidade de ampliar o acesso dos produtores a novas tecnologias e estratégias de desenvolvimento para o setor no estado.

“É um evento importante porque traz novas tecnologias e propostas de desenvolvimento para a caprinocultura e a ovinocultura do Rio Grande do Norte. A atividade já apresenta um cenário de produção bastante ativo, e a Embrapa, juntamente com o Sebrae, traz essa renovação e uma nova estrutura de pesquisa e apoio ao produtor, contribuindo para desenvolver cada vez mais a produção de cordeiros e cabritos no estado”, destacou.

Sobre o acordo de cooperação técnica, Edmilson ressaltou a expectativa de ampliar a oferta de animais para abate, atendendo à demanda dos frigoríficos e fortalecendo a cadeia produtiva. “A expectativa é muito boa. Nós, enquanto frigorífico e ACOSC, precisamos de mais animais para o abate. A grande expectativa é aumentar o número de animais prontos para o abate”, afirmou.

Seminário discute desafios e oportunidades do setor

A assinatura do acordo ocorreu durante o seminário Conexão Cordeiro Potiguar, que teve como tema “Mais matrizes, mais cordeiros, mais mercado”. O encontro buscou discutir caminhos para ampliar, com qualidade e eficiência, a oferta de matrizes e cordeiros no Rio Grande do Norte, de modo a atender às demandas do mercado.

Segundo Everton Monteiro, gestor do projeto Cordeiro Potiguar, entre os principais desafios da cadeia produtiva estão a ampliação da capacidade de produção, a garantia de uma oferta regular de animais de qualidade e a aproximação entre produtores e compradores. “A proposta do projeto é transformar conhecimento em resultados práticos, contribuindo para ampliar e fortalecer a cadeia produtiva no estado”, explicou.

Foto: Luana Tayze.
Foto: Luana Tayze.

O seminário reuniu produtores rurais de municípios como Lajes, Upanema, Ipanguaçu, Carnaubais, Fernando Pedroza, Itajá e Afonso Bezerra. A programação contou com palestras de especialistas da Embrapa, entre eles Fernando Henrique Albuquerque, pesquisador em Sistemas de Produção de Carne Ovina; Alana Batista dos Santos, pesquisadora em Nutrição de Pequenos Ruminantes; Cícero Cartaxo de Lucena, chefe de Transferência de Tecnologia; e Ana Clara Cavalcante, chefe-geral da Embrapa Caprinos e Ovinos.

Durante o encontro, os participantes conheceram a estrutura e as áreas de atuação da Embrapa, além de dados sobre a atividade no Brasil e os desafios para o desenvolvimento da ovinocultura e da caprinocultura. A apresentação destacou o papel da pesquisa e da inovação na geração de benefícios diretos para a sociedade.

Entre os principais entraves identificados na cadeia produtiva brasileira estão a baixa oferta de animais para abate, a sazonalidade no fornecimento e a variação na qualidade dos produtos. Esses fatores reforçam a necessidade de investimentos em tecnologia, melhoramento genético, planejamento produtivo e articulação entre os diferentes elos da cadeia.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

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