“Coleção de equívocos, a verdade prevalecerá e justiça será feita”, rebate Reinaldo sobre denúncias

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“A verdade prevalecerá e justiça será feita”. É dessa forma que o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) define investigação no caso da JBS, que o aponta como suposto envolvido em crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

 

Em entrevista ao site Campo Grande News, o governador disse que o caso é “verdadeira coleção de equívocos”. “Vamos esclarecer, um a um, no curso do processo. Não posso tratar deles, ainda, aqui, porque o processo, como vocês sabem, corre sob sigilo de justiça. Mas, como já disse, vamos provar que não houve nenhuma vantagem indevida e nem tampouco qualquer ilícito”.

 

Questionado sobre o andamento da apuração, ele respondeu que “era um resultado até esperado, inclusive para tentar justificar a Operação Vostock”. E completou: “vocês se lembram: fizeram uma operação exorbitante, totalmente desnecessária e acabaram refém dela. Basta olhar os fatos: todos os que foram presos daquele jeito, totalmente midiático, estavam aqui à disposição da polícia e da Justiça e poderiam simplesmente ser convocados para depor e esclarecer os fatos, as acusações. Mas não! Tinham que fazer daquela forma, e nada é por acaso, não é mesmo? Foi exatamente no meio da campanha eleitoral, poucos dias antes das eleições. Uma coisa despropositada e absurda.

 

Aí, acredito que pra justificar tudo isso, ficaram sem saída: tinham que indicar e denunciar. A verdade é que já são três anos de inquérito e nesse longo tempo não conseguiram levantar uma única prova de que eu tenha cometido algum ilícito ou recebido vantagem indevida. Tenho fé que esse caso vai ter o mesmo destino de outros dois que frequentaram a mídia –   e fizeram o estrago que queriam – e   depois não viraram nada. Foram devidamente arquivados, porque totalmente improcedentes. O importante é que, agora, vamos ter a oportunidade de, pela primeira vez, fazer uma ampla defesa e esclarecer ponto por ponto.”

 

Ainda na entrevista, Reinaldo Azambuja afirmou que espera por justiça. anso. Só não perco muito o meu tem“Confio nas instituições do País. Que se puna quem errou e que se absolvam os que foram acusados e atacados injustamente.  Da minha parte, continuo trabalhando sem descpo frequentando live todo dia… Não é o meu estilo. As pessoas não imaginam o nível de sacrifício para manter o Mato Grosso do Sul de pé nesses tempos difíceis. Fizemos o que tinha que ser feito, com coragem, e agora estamos colhendo os resultados”.

 

Na ocasião, também citou conquistas ao Mato Grosso do Sul. “Somos um dos primeiros Estados a vencer a recessão dos anos 2015- 2018 e temos orgulho de ser hoje o Estado mais aberto do país e, ao mesmo tempo, estar entre aqueles com o menor número de perda de vidas no contexto do coronavírus. Ao contrário de outros Estados, estamos mantendo as contas em dia, sem um único registro de atraso e investindo forte nos serviços públicos essenciais, especialmente de saúde, neste momento. Nossa retomada está a pleno vapor: já somos o segundo estado que mais cresce, um dos que mais gera empregos e o quarto que mais investe.”

 

Denúncia

A denúncia foi feita pelo Ministério Público Federal (MPF), ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), com base na delação do empresário Wesley Batista. Além de Reinaldo, são investigados os empresários da JBS Joesley e Wesley Batista, ex-secretário de Fazenda do MS e atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Márcio Campos Monteiro, e outras 20 pessoas pelos crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

 

Os fatos objeto da denúncia ocorreram entre 2014 e 2016, num esquema de corrupção que envolveu o pagamento de R$ 67 milhões em propina a Azambuja e a outros denunciados e isenções fiscais e benefícios ao grupo empresarial JBS em valores que ultrapassam R$ 209 milhões.

 

 

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