O número de conflitos no campo aumentou no primeiro semestre deste ano, mas a quantidade de assassinatos caiu pela metade. Os dados são da Comissão Pastoral da Terra (CPT), que divulgou a parcial do ano nesta quarta-feira (2).![]()
Nos primeiros seis meses de 2026 foram 841 conflitos no total, 43 a mais que no mesmo período de 2025. O Maranhão registrou o maior número, seguido pelo Pará, Bahia, Rondônia e Amazonas.
A maioria dos conflitos foi em disputas por terra – 711 casos.
A primeira metade do ano ainda registrou seis assassinatos no campo, contra 13 no ano passado: um massacre com três vítimas posseiras em Lábrea, no Amazonas; dois indígenas, em Roraima e Mato Grosso do Sul; e um trabalhador rural sem-terra no Mato Grosso.
De acordo com o relatório, a contaminação por agrotóxicos foi a forma de violência que mais aumentou; seguida de invasão aos territórios; desmatamento ilegal e ameaça de despejo; violências ligadas à expansão do agronegócio.
Os conflitos por água mais que dobraram. Passaram de 47, no primeiro semestre do ano passado, para 100 este ano.
A maior tensão por causa da água acontece no Pará. No estado, o ano tem sido marcado pela luta dos povos indígenas contra a privatização dos rios e a ação de garimpeiros.
Fonte: Radioagência Nacional – EBC







