
Celebrado nesta sexta-feira (16), o Dia da Ciência e Tecnologia também chama atenção para as mudanças provocadas pela inovação no setor de eventos. Totens com gamificação, óculos de realidade virtual, painéis interativos e soluções com inteligência artificial já fazem parte de produções realizadas no Centro de Eventos do Pantanal (CEP), criando novas possibilidades de interação com o público.
A dimensão desse mercado ajuda a explicar a presença crescente dessas ferramentas no setor. Uma pesquisa realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com participação do Observatório da Indústria Ceará, do SENAI Ceará e da Associação Brasileira de Empresas de Eventos (ABEOC Brasil), aponta que cerca de 300 mil empresas movimentaram R$ 813,5 bilhões em 2024, o equivalente a 4,6% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. No mesmo ano, foram realizados 10,1 milhões de eventos, com aproximadamente 1,7 bilhão de participações e geração de 12,7 milhões de empregos.
Entre as tendências analisadas para os próximos anos estão o uso da inteligência artificial na concepção de eventos e o avanço da adoção de tecnologias. O estudo também destaca a necessidade de capacitar os trabalhadores para acompanhar os avanços tecnológicos que têm impacto direto no segmento.
Para Charles Padilha, gerente do CEP, essa evolução traz novas exigências para quem atua na área. “A tecnologia já faz parte das novas demandas dos eventos e os espaços precisam estar preparados para acompanhar essa transformação. No Centro de Eventos do Pantanal, temos uma estrutura que permite receber diferentes formatos e atender às necessidades dos organizadores, inclusive eventos que utilizam recursos tecnológicos para criar novas experiências para o público”, destacou.
Ainda segundo o gerente do CEP, “a preparação começa antes do evento, entendendo o que o organizador pretende oferecer e alinhando com as equipes e os fornecedores as necessidades técnicas de cada projeto. Ao mesmo tempo, seguimos trabalhando na modernização da estrutura e no aperfeiçoamento da operação. Nosso compromisso é criar as condições para que os organizadores inovem e para que o participante tenha uma experiência acolhedora, dinâmica e marcante aqui no CEP”, complementou.
O próprio Centro de Eventos do Pantanal conta com uma estrutura preparada para receber diferentes formatos de produção. O Pavilhão das Nações possui 4,4 mil metros quadrados e climatização integral pelo sistema Chiller, enquanto salas e auditórios permitem a realização simultânea de atividades. O complexo também conta com uma usina fotovoltaica própria, com 972 placas solares e capacidade instalada de 500 kWp, que gera entre 73 mil e 75 mil kWh por mês e contribui para o abastecimento de energia do espaço.
Inovação na prática
Essa estrutura também recebe fornecedores especializados, que utilizam diferentes recursos às produções realizadas no local. Klinger de Castro, proprietário da Slow Take, já participou de mais de 15 produções no CEP e destaca a estrutura do local para a realização de grandes projetos. “O Centro de Eventos do Pantanal é um espaço muito importante para o mercado de eventos no geral, a estrutura impressiona e a funcionalidade ajuda a executar grandes projetos que tivemos a honra de poder somar”, afirma.
Entre as soluções utilizadas pela empresa estão totens com quiz, jogos de memória, atividades educacionais e diagnósticos empresariais; máquinas de garra para prêmios; óculos de realidade virtual; painéis interativos; mosaicos de fotos; cabines e túneis espelhados com LED; e o Slowjump, que captura os movimentos e pulos dos convidados e os transforma em GIFs. Um exemplo dessa aplicação ocorreu no Sebrae Hacking, realizado no CEP, que contou com totens de gamificação, robô de caricaturas e credenciamento com crachás personalizados e foto gerada em tempo real por inteligência artificial.
Klinger também acompanha as tendências do segmento e aponta que novas oportunidades continuam surgindo. Entre os recursos que têm chamado atenção estão softwares, gamificações e imersões sensoriais que exploram diferentes sentidos do público. A avaliação é de que esse movimento ainda deve trazer novas formas de interação e fortalecer o desenvolvimento da atividade no estado.
Fonte: Agência Sebrae de Notícias







