Dois trabalhadores morrem após estrutura de galpão desabar durante obra no Aero Rancho, em Campo Grande

Willian Douglas Souza Cabral, de 39 anos, e Joel da Silva Oliveira, de 40, estavam suspensos na estrutura quando o desabamento aconteceu; outros dois trabalhadores ficaram feridos

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Dois trabalhadores morreram na manhã desta sexta-feira (4) após parte da estrutura de um galpão em construção desabar na Avenida Raquel de Queiroz, no Bairro Aero Rancho, em Campo Grande. As vítimas foram identificadas como Willian Douglas Souza Cabral, de 39 anos, e Joel da Silva Oliveira, de 40 anos.

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Segundo informações registradas pela polícia, os dois trabalhavam em uma parte elevada da construção e estavam suspensos na estrutura quando o colapso começou. Eles acabaram caindo junto com vigas e outros elementos da construção e foram atingidos durante o desabamento.

Quando as equipes de emergência chegaram ao endereço, encontraram parte do galpão, ainda em fase de edificação, completamente comprometida. A construção era formada por pilares de concreto e vigas de aço.

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Apesar dos esforços de socorro, Willian e Joel não resistiram aos ferimentos e morreram ainda no local.

Outros dois trabalhadores ficaram feridos

Além das duas mortes, outros dois trabalhadores que estavam na obra ficaram gravemente feridos. Eles foram retirados do local pelas equipes de resgate e encaminhados ao Hospital Regional de Mato Grosso do Sul.

A ocorrência mobilizou equipes da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Perícia Técnica e Crea-MS (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso do Sul).

De acordo com o registro policial, os dois trabalhadores que morreram utilizavam regularmente equipamentos de proteção individual (EPIs) durante o serviço.

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Perícia vai voltar ao local

Por se tratar de um desabamento com duas mortes e necessidade de análise da estrutura, a Perícia Técnica deverá retornar ao endereço neste sábado (5) para realizar novos levantamentos e buscar informações que possam ajudar a esclarecer as circunstâncias do acidente.

O caso foi registrado na Depac Cepol como morte decorrente de fato atípico e deverá ser investigado pelas autoridades.

Empresa responsável pelo terreno lamenta mortes

A empresa proprietária do terreno informou, por meio de nota, que lamenta profundamente o acidente e afirmou estar prestando assistência às vítimas e aos familiares.

Segundo a empresa, a construção era executada por uma construtora terceirizada, responsável pelos serviços realizados no local. A direção declarou ainda que acompanha a situação e que está à disposição das autoridades para fornecer as informações necessárias à investigação.

A empresa também manifestou solidariedade aos familiares e amigos de Willian e Joel e afirmou que, neste momento, sua prioridade é prestar acolhimento às famílias atingidas pelo acidente.

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