Donos de escolas particulares fazem carreata pela volta às aulas em Cuiabá

Sindicato diz que unidades já perderam quase 40% dos alunos e algumas já fecharam as portas definitivamente

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Proprietários e funcionários de escolas particulares promoveram uma carreata de protesto nesta terça-feira (28) em Cuiabá pedindo ao menos uma previsão de volta às aulas presenciais na Capital.

Intitulado “A educação vale a luta”, o manifesto saiu dos Parque das Águas por volta das 15h, passando pelo Centro Político Administrativo e avançou pelas avenidas Historiador Rubens de Mendonça (a do CPA) e Getúlio Vargas, com um ponto de concentração em frente à Prefeitura de Cuiabá.

De acordo com o sindicato que representa o setor, enquanto a Prefeitura de Várzea Grande (região metropolitana) já prevê o retorno das aulas presenciais – em um decreto municipal – para o dia 5 de agosto; a de Cuiabá ainda não emitiu um posicionamento oficial sobre o assunto.

Enquanto isso, o cancelamento de contratos e a falta de pagamentos das mensalidades compromete as empresas. Presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino de Mato Grosso (Sinepe), Gelson Menegatti afirma que a situação é caótica.

“A evasão está aproximadamente em 39% e a inadimplência em média 44%. Algumas unidades já encerraram as atividades. O segmento tem cerca de 500 instituições e emprega três mil pessoas, somente na Capital”, ele diz.

Proprietária de uma escola voltada para o ensino fundamental e médio, Marlene de Souza sustenta que toda as normas de biossegurança já foram implantadas para receber os alunos.

“Implantamos os protocolos estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Temos as regras de distanciamento, o uso de máscaras de proteção facial, visores, desativação de bebedouros, checagem de temperaturas, equipamento de proteção para nossos colaboradores, treinamentos e, principalmente, equipamentos e produtos para higienizar os ambientes”.

Sobre as aulas remotas – a alternativa adotada pela maioria das escolas particulares desde o fim de março, quando os primeiros casos de covid-19 foram registrados em Cuiabá -, Marlene afirma que, apesar do esforço, crianças e famílias já estão desmotivadas.

“Com mais de 100 dias parados. as perdas são imensas. Não temos como mensurar de forma clara quais são os ganhos de aprendizados”.

 

O que diz a Prefeitura de Cuiabá?

De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, o decreto 7.998, do dia 13 de junho, prevê que as aulas presenciais – tanto da rede pública quanto da particular – estão suspensas em Cuiabá até o dia 2 de agosto.

A Prefeitura sustenta ainda que o retorno será avaliado de acordo com a evolução da pandemia na Capital.

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