Irã e Estados Unidos realizaram a maior onda de ataques marítimos desde o início da guerra, que já dura seis meses. A cotação internacional do petróleo ultrapassou a marca dos US$ 100 por barril, pela primeira vez desde o mês de julho. ![]()
Dez navios norte-americanos foram alvos nas proximidades do Estreito de Ormuz, após os Estados Unidos afundarem cinco petroleiros iranianos, reportou a agência Reuters.
O Irã também afirmou nesta quarta-feira (9) ter disparado mísseis contra uma base usada por forças norte-americanas na Jordânia. A Guarda Revolucionária ameaçou aumentar a zona de exclusão marítima, estendendo-a por toda a costa iraniana ao leste, até a fronteira com o Paquistão.
Nos últimos dias, também houve escalada de combates entre a Arábia Saudita e os houthis do Iêmen, aliados do Irã. Segundo os Estados Unidos, nenhum norte-americano ficou ferido.
Os Estados Unidos divulgaram imagens dos navios iranianos afundando enquanto pegavam fogo. Um tripulante morreu em um navio-tanque com a bandeira de Gibraltar. Os dois lados justificaram a escalada de agressões militares como retaliação a ataques anteriores.
Com o aumento do petróleo tipo Brent, para mais de 100 dólares, e do petróleo WTI, passando os 95 dólares o barril, o preço do diesel para o consumidor norte-americano atingiu um novo recorde, superando US$ 5,94 por galão.
Ainda segundo a Reuters, o risco principal é se os ataques reduzirão ainda mais as transferências de carga entre navios no Golfo de Omã. Essas operações têm ajudado, até agora, a segurar os preços.
Desde a semana anterior à retomada das agressões militares, a quantidade de petróleo que passou por Ormuz caiu de cerca de 9 milhões de barris para menos de 2 milhões por dia.
Fonte: Radioagência Nacional – EBC







